Face a essa circunstância a única medida que conseguem imaginar é a medida limitativa de que ninguém seja melhor do que o existente e assim a mediocridade não será evidente.
A mediocridade só se torna evidente se à sua volta surgirem aspectos superiores, caso contrário se ela apenas estiver rodeada de iguais ou menores ela será sem dúvida a melhor.
A um passo de uma entrevista, José Morais afirma acerca do construtivismo no Brasil e igualmente em Portugal, o que a seguir se transcreve:
"(...) No Brasil há uma espécie de imperialismo de uma corrente que se chama construtivista e que tem pouco conhecimento científico. Na verdade, se funda em teorias que foram importantes numa época, mas que atualmente perderam a importância porque o trabalho experimental mostrou que na realidade não tem essa importância que se julgava. Eu acredito nos fatos, nos dados experimentais quando são bem construídos, e portanto, bem analisados. Eu desconfio das afirmações baseadas em impressões e intuição. Todas as nossas intuições devem passar por um exame experimental. A partir de uma hipótese, criamos uma situação que vai nos permitir dizer se a hipótese é boa ou não. A psicolingüística, atualmente se desenvolveu muito, justamente porque ela seguiu esse método científico. E os resultados disponíveis permitem fazer pensar que essa corrente do construtivismo que é baseada nas idéias do Piaget – que foi um grande psicólogo do desenvolvimento, mas trabalhou em uma outra época e as coisas não param, atualmente não tem base científica - aquilo que dizemos hoje, provavelmente, será dito diferente ou até melhor no futuro, ou quem sabe até desdito."
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