sábado, 14 de março de 2009

Simplesmente SIMPLEX

Transcreve-se parte do editorial da revista Sábado no seu número 254 (12-18 Março) sendo que o texto fala tudo por si.

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Cada Inovação tecnológica do Governo é mais uma intromissão na vida privada dos cidadãos.

Primeiro foi o "chip" nas matrículas, depois o projecto de Laurentino Dias para pôr toda a gente a fazer marcha e maratona no futuro, agora é o cartão do cidadão.

Ao Governo não bastava criar um cartão único que juntasse todos os dados de identificação dos cidadãos. Era preciso mudar-lhes o nome. Em vez de se limitar a renovar o bilhete de identidade, o cartão de contribuinte e o passaporte com o nome que lá consta, o Governo do simplex resolveu pesquisar as cédulas de nascimento de cada um, investigar como se escreviam os nomes próprios no ano em que os cidadãos nasceram e adoptar a grafia em vigor na época.

É um exercício suficientemente esquizofrénico de burocracia, mas são as novas regras em Portugal.

Incomodada com as perguntas e perplexidades dos jornalistas e dos cidadãos que viram os nomes próprios alterados ao fim de 50 anos, uma fonte administrativa fez o favor de esclarecer que só muda quem quer. O Governo tem uma alternativa para quem protesta: os cidadãos descontentes são convidados a mergulhar numa nova dimensão de complexidade - deslocam-se com tempo a uma conservatória, solicitam um novo averbamento do nome, aguardam uns dias, regressam à conservatória, recolhem o nome averbado, emigram para a Loja do Cidadão e pedem a emissão de um novo cartão do cidadão.

Por tudo isto são convidados a pagar mais 12 euros. Burocracia? Nãaaaa. É o novo mundo do simplex.


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Simplesmente exemplar!!!!

Não há tempo para resolver os verdadeiros problemas, mas sobra em disponibilidade em criar labirintos sem qualquer utilidade.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Falha Humana

Desde sempre que esta era a justificação ou a tentativa de causa de qualquer acontecimento de difícil explicação.

Quando era difícil explicar tecnicamente ou cientificamente a causa de determinado acidente ou problema, só se apresentavam duas soluções:

- ou era inexplicável, caindo no mundo do BRUXEDO.

- ou era atribuído a falha humana.

A primeira solução é aquela que seria mais curial de ser aceite, pois o desenvolvimento do saber pode não ser suficiente para em determinado momento poder desenvolver a causa específica para determinado facto ou acontecimento.

Claro que isto não obsta a que, em desenvolvimento posterior, a causa específica venha a ser encontrada, libertado o caso de toda a carga mágica, de inexplicável, de sobrenatural que continha, passando a ser logicamente explicável a relação de causa e efeito.

Ainda recentemente foi esta a resposta que deram a um presidente de um país quando perguntou acerca do desaparecimento de um natural seu. Por acaso, passados alguns dias, em desenvolvimento posterior das circunstâncias da investigação foi possível referenciar a relação de causa-efeito e encontrar a explicação que solucionava o mistério.

A segunda solução é, infelizmente, a mais adoptada pelo facilitismo que traduz e especialmente se o principal actor já não pertence ao mundo dos vivos e como tal não pode protestar.

E a tendência para usar esta solução é de tal forma grande que chegamos ao ridículo de apontar tal tipo de causa para algo que foi originado apenas por desleixo, por incúria, ou por falta de profissionalismo.

Nos tempos actuais o chamado brio profissional anda pelas ruas da amargura, face aos aspectos economicistas da sociedade actual, e portanto o que impera é a ausência do mesmo, o facilitismo, o deixa-andar, o que é preciso é safar a enrascada!

Só assim se pode compreender o incompreensível!!!!!

É que esta de atribuir a FALHA HUMANA o amontoado de erros de Português de que os vários programas e instruções do tal "Magalhães" só seria possível na actual filosofia dos actuais governantes.

E é a estas "FALHAS HUMANAS" que os pais deste País têm que entregar o futuro dos seus filhos!

Talvez neste momento sejam mais que válidas a palavras de Jesus Cristo num dos seus momentos finais:

"PERDOA-LHES, PAI, QUE ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM".

terça-feira, 10 de março de 2009

Aquacultura substituirá a falta de capturas ?

Será que a falta de recursos que se sente na captura vai ser resolvida pela aquacultura?

Para mais pormenores:

Aquaculture May Replace Wild Fish Stocks: Scientific American

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sábado, 7 de março de 2009

O "MAGALHANÊS"

Com mágoa, vamos assistindo ao festival de educação que os actuais dirigentes conduzem o futuro deste País.

Os casos são tantos, as "intenções" são tantas, que já nem o aspecto jocoso que se pode obter no link abaixo, servem para amenizar.


http://aeiou.expresso.pt/o_festival_de_asneiras_do_magalhaes=f501580

domingo, 1 de março de 2009

Previsões Marxistas

Transcreve-se, com a devida vénia, o texto publicado no Público de 27 de Fevereiro da autoria de Carlos Fiolhais.

Os recentes casos de citações feitas por gente importante no nosso reyno, gente impoluta ou caso contrário não estariam na política, são bem o exemplo de que os focados não são únicos no Mundo.


Minha crónica no "Público" de hoje:

Neste tempo de rápido “corta-e-cola” de e na Net, tendo sido abandonada a verificação da fiabilidade das fontes, o disparate circula a uma velocidade muito grande, crescendo e multiplicando-se à medida que avança. Uma boa ilustração é a notícia que vem no El País de 22 de Fevereiro passado, sob o título “Marx não disse isso”. Cayo Laro, o líder da Esquerda Unida (força política, com origem no Partido Comunista, que nas eleições espanholas de 2008 obteve quase um milhão de votos), quis sublinhar a actualidade do pensamento de Karl Marx com a leitura, numa reunião do seu Conselho Político, de uma previsão do filósofo alemão que, embora fosse de 1867, parecia ajustar-se como uma luva à actual crise económica:


“Os proprietários do capital estimularão a classe trabalhadora para que comprem mais e mais bens, casas, tecnologia cara, empurrando-os a contrair dívidas cada vez maiores até que a dívida se torne insustentável. A dívida por pagar levará à bancarrota dos bancos, os quais terão que ser nacionalizados”.

A profecia batia demasiado certo. E, quando a esmola é grande, o pobre deve desconfiar. Mas Laro, talvez por excesso de voluntarismo, não desconfiou. Desconfiaram, isso sim, muitos leitores, alguns dos quais concluíram rapidamente que a citação era falsa e que se tinha vindo a propalar pela Net a partir de um jornal satírico norte-americano. Era como se alguém tivesse levado para a reunião cimeira de um partido um texto recortado do Inimigo Público. O sítio malaprensa.com, que aponta o dedo a erros da imprensa espanhola (bem poderia o sítio tornar-se ibérico!), publicou uma nota com o esclarecedor título “Marx não era Nostradamus”. E o dirigente viu-se obrigado a pedir desculpa pelo erro.

Errar é humano e as desculpas devem ser dadas a quem, contrito, as pede. Contudo, o mais extraordinário está a seguir na notícia do El País. Um outro dirigente da Esquerda Unida não se coibiu de comentar: “Pode ser que Marx não tenha dito isso, mas decerto que o pensou”. E, tendo analisado à lupa O Capital, encontrou algo vagamente parecido: “Num sistema de produção em que todo o processo produtivo se baseia no crédito, quanto este cessa de repente e só se admitem pagamentos a pronto, tem de haver imediatamente uma crise...” Mas Marx não disse que a história se repete, primeiro como comédia e depois como tragédia. Embora parecido, disse outra coisa.

Este episódio ensina-nos, pelo menos, duas coisas. Em primeiro lugar, o enorme perigo que corre quem se dedica ao corte-e-cola. Infelizmente, as nossas escolas não têm feito o suficiente para dissuadir os infantes dessa prática. O "Magalhães" vai ampliar o processo de imbecilização em curso, assente no corta-e-cola indiscriminado. Vão proliferar entre nós os textos apócrifos, como a crónica falsa de Eduardo Prado Coelho sobre o chico-espertismo nacional ou as fontes bastante originais de João César das Neves sobre a nossa economia (inventou há tempos uma fundação alemã e um relatório dela que tem sido citado). Em segundo lugar, ensina a facilidade com que uma forte vontade pode iludir a realidade. Se não é verdade podia muito bem ser... Num filme dos Irmãos Marx, os famosos comediantes americanos, um deles diz que um quadro está numa casa ao lado. E outro responde: “Mas aqui ao lado não há nenhuma casa!” Réplica do primeiro: “Não faz mal, nós podemos construir uma”.

A propósito dos Irmãos Marx, não resisto a colar aqui um texto de Groucho, que em 1963 também previu a crise. Invoco como atenuante o facto de não o ter copiado de fonte anónima da Net, mas sim do livro Memórias de um Pinga-Amor (Assírio e Alvim, 1980), cuja autenticidade confirmei:


“Nos velhos tempos, quando as pessoas eram pobres viviam pobres. Hoje vivem ricas. Já discuti isto com inúmeros assalariados de oito-a-dez-mil-dólares-por-ano e, na maior parte dos casos, admitem que quase tudo o que possuem não lhes pertence - os automóveis, as televisões, as casas, as mobílias. A filosofia deles parece ser: Que se lixe – podemos morrer amanhã!“

Fonte da Figura: http://mentesbrilhantes.files.wordpress.com/2008/09/bralds_marx-s-2.jpg

Posted by Carlos Fiolhais

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sopas de Pedra: Cocaria

Sopas de Pedra: Cocaria

Um delicioso texto da vida calma, mas trabalhosa, bem vivida na planície alentejana, das suas gentes e do seu modo de levar a vida.

Sendo que a zona onde tal se inscreve é não só forte em largos espaços, planos, como também em termos climáticos, os que nela labutam criaram formas de vida apropriadas não só a estes factores mas também aos condicionamentos da sociedade.

Hoje a maior parte destes momentos desapareceu na voragem da modernidade que o progresso arrasta, bem como as alterações que a sociedade veio sofrendo.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Galileu em ano de Darwin (Expresso Primeiro Caderno, 14 Fev 2009, Page 22)




Galileu em ano de Darwin

Expresso Primeiro Caderno
14 Fev 2009

Comemoram-se este ano dois gigantes da ciência. Passam 200 anos sobre o nascimento de Darwin e 400 sobre as primeiras observações telescópicas de Galileu. As comemorações de Darwin começaram em plena força, com uma extraordinária exposição na...leia mais...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Portugal Hoje e com Cristiano Ronaldo

Do comentário habitual de domingo no Público da autoria de António Barreto estrai-se o seguinte passo do seu texto de hoje que abaixo se transcreve.

Que o Português seja capaz de interpretar e perceber a mensagem.



Durante décadas, Portugal foi um país singular. Distinguia-se dos outros. Pelo analfabetismo, pela pobreza, pela duração de uma ditadura, pela censura, pela polícia política e por outros feitos de igual calibre. Gradualmente, o país foi-se transformando e foi ficando "um país como os outros". Com cada vez menos "história", que, como terá dito Tolstoi, é o próprio das pessoas felizes. Com bons e maus, excelentes e péssimos. Com estúpidos e inteligentes, como em todo o sítio. Com êxitos e falências, como deve ser. Só se espera que seja sempre assim. Sempre e cada vez mais. Que os portugueses não queiram de novo distinguir-se! Que ambicionem pelo dia em que, sem prémio Nobel, a maior parte dos alunos tenham notas decentes a Matemática e Português. Que lutem pelo dia em que um processo no tribunal não dê, durante anos, notícias em todos os jornais do mundo, mas que, simplesmente, chegue à sentença sem ter história. Que trabalhem o necessário para que não tenham os mais baixos rendimentos da Europa. Que sejam habitualmente recompensados ou punidos, quando merecem. Nesse dia, talvez outro Cristiano volte a ganhar. E outros indispensáveis heróis surgirão. Mas o disparate que se seguirá será bem menor.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Portugal e o MAR

Pelo seu elevado interesse e potencial, para um País à beira mar plantado, transcreve-se a seguir um texto publicado no jornal "Público" em 11 de Janeiro de 2009:


Carta aberta

A MAIS URGENTE OBRA PÚBLICA: EXPORTAR MAR

Joaquim Ferreira da Silva*

O Presidente da República sublinhou na sua mensagem de Ano Novo que Portugal terá, no aumento das exportações, um dos trunfos para vencer a grave crise económica que se está a abater sobre todos nós. Sabemos que nos endividamos cada vez mais no estrangeiro, ao exportar cada vez menos do que se importa.

Será nas actividades do Mar que o nosso Pais poderá, em pouco tempo, se lançarmos mãos à obra, encontrar as riquezas para exportar que nos salvem dum naufrágio.

O mar está à porta dos portugueses. As actividades a ele inerentes podem minguar, crescer, paralisar, reduzir-se ou imobilizar-se, mas o Mar está e estará sempre no mesmo local.

Não se desmonta, não vai à falência, não se embala e transfere para países do terceiro mundo, não parte à procura de mão-de-obra barata; está lá sempre à nossa espera, a aguardar que lhe captem as suas potencialidades.

O País encontra-se sobre um precipício e nele cairá se não ampliar rapidamente as suas exportações. E essa ampliação só será alcançada se os estrangeiros as quiserem comprar.

E só compram aquilo que não tiverem melhor e mais barato. E o que fazer para tal objectivo?

Investir nas actividades e produtos inerentes ao Mar onde seja urgente, a saber:

- O Turismo - O turismo de qualidade, de apetência, de satisfação e prazer. No lazer, no entretenimento, no ambiente da natureza, nos desportos náuticos, enfim na valorização e desenvolvimento harmonizado e sustentado de todas as estruturas que na beira mar e na orla costeira podem atrair os visitantes e deixar neles o gosto de voltar.

- Os Portos - Os nossos seis portos principais devem ser adaptados, equipados e preparados para as actividades da nova geração dos grandes navios. Rentabilizados na mobilidade das mercadorias e dos turistas que por eles passem ou que possam ser transferidas para portos estrangeiros (exportadas) restaurando e modernizando as degradadas estruturas e vias de comunicação. Ampliados nas suas ofertas de docas e marinas de recreio.

- As Pescas - As pescas podem e devem, dentro dos condicionamentos da União Europeia (UE), orientar-se para as espécies de maior valor rentabilizando todos os seus produtos na maior aplicação possível ao acondicionamento (conservas e outros em imagens atractivas) para exportação. Modernizar as suas frotas. Valorizar as suas tripulações. Minimizar os desperdícios. Aperfeiçoar a manutenção, conservação e reparação das unidades e das artes.

- Os Estaleiros - Os estaleiros quer de construção quer de reparação naval devem ser ampliados e equipados de modo a construir rapidamente unidades modernas e competitivas para o comércio marítimo, para as pescas e para o recreio. Com especial incidência na procura dos mercados dos países da CPLP. Exportar um navio equilibra tanto a balança de pagamentos como exportar 10.000 carros.

- As Investigações e Conhecimento Científico das Ciências do Mar - As Ciências dos MAR e os organismos que as dinamizam devem receber melhores meios humanos de investigação e ensino, melhores equipamentos laboratoriais e ficar mais facilitados a todos os elementos estrangeiros que os desejarem frequentar de modo a se alcançarem nas suas instalações os mais actualizados estudos e investigações nas Ciências Marinhas.

- As Riquezas dos Fundos Marinhos - A actividades de pesquisa aos fundos do mar devem incidir num rápido planeamento das riquezas minerais nele existentes; nas riquezas arqueológicas e na capacidade das actividades subaquáticas desde as cientificas até às de cinema e vídeo.

Para levar à prática a execução de todas as actividades, acima referenciadas, deve ser instituída UM LISTAGEM urgente das mesmas (quer públicas quer privadas) e constituído um Fundo de pelo menos 20 mil milhões de Euros que seriam atribuídos de acordo com a ordem prioritária da referida lista das obras públicas rentáveis e de garantia sustentável futura aos empregos a criar.

De imediato os projectos do TGV, do novo aeroporto de Lisboa, da 3º travessia do Tejo, e das auto-estradas planeadas, para menos de 100 quilómetros das existentes, seriam colocados no final da referida listagem.

Se conhecerem outro projecto para melhor e mais rapidamente reduzir o tremendo défice comercial que nos vai afogar a todos apresentem-no. Está nas vossas mãos.

* Capitão da Marinha Mercante

Membro da Secção Transportes de Sociedade de Geografia

Membro da Academia de Marinha

Presidente da Fundacion TECNOSUB-Tarragona

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sábado, 10 de janeiro de 2009

Núcleos Urbanos Romanos

Falamos muito dos núcleos urbanos do Império Romano dos quais, muitos continuaram até às urbes de hoje e não temos qualquer noção da dimensão dos mesmos e através dela uma ideia da população que nelas vivia.

Os arqueólogos estabeleceram como meio de comparação das urbes uma medição da área urbana que indica com bastante aproximação o nível populacional das mesmas e logo o seu poder económico à época.

Vamos utilizar a designação antiga seguida da designação actual e o valor da tal dita área urbana correspondente.

Resolvemos ordenar por ordem decrescente de valores:

Roma»»»» Roma»»»» 1324 ha
Emerita Augusta»»»» Mérida»»»» 68 ha
Italica »»»»Santiponce»»»» 60 ha
Pompeii»»»» Pompeia»»»» 60 ha
Hispalis»»»» Sevilha»»»» 55 ha
Balsa»»»» (Luz de Tavira)»»»» 47 ha
Olisipo»»»» Lisboa»»»» 26 ha
Conimbriga»»»» Condeixa-a-Velha »»»»24 ha
Onuba Estuaria»»»» Huelva»»»» 23 ha
Pax Julia»»»» Beja»»»» 23 ha
Ossonoba»»»» Faro»»»» 22 ha
Ebora»»»» Évora»»»» 12 ha
Baelo Claudia»»»» Bolónia»»»» 11 ha
Myrtilis»»»» Mértola»»»» 9 ha

Nota: Por o local de Balsa não estar ocupado por nenhuma localidade actual indicou-se, entre parentesis, o local da povoação mais próxima, por acaso a sede da feguesia onde se situam a maioria dos seus locais de antigamente.

Ano 2009 Inicia com Pérolas da Comunicação Social II

Como não podia deixar de ser o EXPRESSO não podia ficar atrás.

Assim na sua edição Nº1888 de 3 de Janeiro, no primeiro caderno, a páginas 12 e 13, desenvolve-se o artigo "Portugal deixa morrer o património" com texto de Alexandra Carita e fotos de José Ventura.

Entre outras questões, e percorrendo o País de Norte a Sul eis que:

....

No Algarve, Cacela-a-Velha já não reconhece as suas muralhas, e Tavira não sabe sequer se a vila romana de BALÇA terá futuro.

....

Na infografia repete-se Vila Romana de BALÇA, Tavira.

Pois!

Isto de não se fazer um pouco de pesquisa pode dar origem a situações muito ridículas, mais a mais quando existe alguma bibliografia sobre o assunto e até um sítio na internet com informação sobre o assunto (vidé sítio do Campo Arqueológico de Tavira).

Claro que, se colocar no motor de busca =BALÇA= é natural que não chegue lá!
Isto porque a cidade romana que existiu nas imediações de Tavira, e não em Tavira propriamente, sempre se denominou:

BALSA

Se a autora tivesse procurado um pouco poderia ter chegado ao conhecimento de que quando se fala em VILA ROMANA estamos a referir-nos a uma quinta ou propriedade particular com alguma extensão fora de uma urbe.

Ora BALSA nunca foi uma vila romana porque era um centro urbano, mais propriamente, uma cidade bastante extensa e povoada.

Mais uma vez se lamenta que os actuais comunicadores sociais quando produzem obras que não de última hora, mas que são consequência de uma investigação feita com tempo e calma, não sejam capazes de aprofundar o suficiente na busca das fontes, de forma a evitar erros de palmatória, que bem poderiam ser evitados e fariam boa imagem dos seus autores.

Diz um provérbio que: DEPRESSA E BEM, NÃO HÁ QUEM!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Ano 2009 Inicia com Pérolas da Comunicação Social

Os principais semanários do País, pelo menos os que afirmam ter maior expansão, iniciaram este ano de 2009 da melhor forma oferecendo "pérolas" deliciosas aos seus leitores.

Vejamos o caso do "SOL", na sua revista "TABU", do passado dia 3 de Janeiro.

Num artigo escrito com tempo e calma, por não ser de um tema de última hora, sob o tema Saúde e referido ao HOSPITAL DE S. JOSÉ, sob a pena de GRAÇA ROSENDO e acompanhado de fotos de Helena Garcia, a páginas 45 pode-se ler:
Cinco séculos de História
No início era o "banco das águas"
.......

A obra completa, porém, já não a viu D. João II. Só no reinado do SEU FILHO, D. MANUEL I, é que o "hospital dos pobres", como lhe chamava o povo, abriu as portas.

.......

Bem poderá a douta equipa pedagógica do Ministério da Educação mandar reescrever os manuais de História Pátria, que erroneamente não afirmam tal vínculo filial entre os dois reis da nossa segunda dinastia.

Havia realmente um vínculo de familia entre D. João II e D. Manuel I, mas não era o de pai e filho, mas sim o de CUNHADOS!!!!

D. João II era casado com uma irmã de D. Manuel I e à hora do falecimento por não ter filho herdeiro, entretanto já falecido, é o próprio D. João II que designa o seu cunhado, D. Manuel I, como seu sucessor.

Não sendo os textos referidos notícias de última hora, mas sim um trabalho feito com tempo para ser publicado quando houver espaço disponível, é lamentável a falta de referenciação histórica dos textos.

No entanto, é de louvar que a autora em termos de cultura geral saiba que D. Manuel I sucedeu a D. João II.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ano 2009

Estamos no dia 1 deste ano de 2009, ou também dito o Primeiro de Janeiro.

Relativamente a este ano de 2009, a incógnita que são todos os anos no seu início mantêm-se, isto é, ele poderá vir a ser o ano de todos os desejos ou o ano de tudo o que menos desejável era esperado.

Numa coisa temos a certeza, não irá ser muito diferente do que os outros anos, com mais ou menos acontecimentos esperados e também com aquela dose de acontecimentos inesperados, que constituem o condimento, o sal, de todos os anos.

Sem esse condimento todos os anos seriam uma monotonia, ou como diria Eça: Uma seca!

A todos que o 2009 traga o sal qb!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Paremiologia, Provérbios em Tavira

O II Colóquio Internacional já rola na cidade tavirense, com a presença de cerca de setenta participantes.

Ontem, domingo dia 9, houve a sessão de abertura ou recepção de honra dos participantes e convidados.

Teve lugar durante a tarde no Hotel da Porta Nova, finalizando com um pôr-do-sol no terraço do mesmo, sob um fim de dia outono, claro e radiante.

Na mesa de honra, entre os representantes da organização, tomaram igualmente lugar o membro da autarquia local em representação do respectivo presidente, ausente no estrangeiro.

Igualmente tomou lugar na mesa de honra o convidado especial, o digno embaixador da Finlândia junto de Portugal, país que está representado por uma larga comitiva e que muito tem acarinhado esta iniciativa.

E hoje, segunda feira dia 10, iniciaram-se os trabalhos técnicos, com as diversas comunicações inscritas, que se desenvolveram ao longo da manha e tarde no hotel Vila Galé.

O programa desenvolve-se em sessões de trabalho até à próxima sexta-feira.

sábado, 8 de novembro de 2008

Tavira e os Militares

Como se sabe durante o século XX esta cidade viveu muito da existência de estabelecimentos militares os quais devido às suas guarnições providenciaram a esta cidade uma certa vivência e igualmente uma certa economia nas actividades locais.

A existência de muitos mancebos que por aqui passavam durante os seus treinos, que eram ministrados nas unidades aqui sediadas, os quais não só criavam uma certa vivência na sociedade local como igualmente alimentavam um vasto tecido comercial desde o comércio, cafés, restaurantes e casas de pasto, como também o aluguer de alojamentos e prestação de serviços, lavandaria e outros.

No último quartel do século XX, o encerramento da unidade de formação de quadros militares que existia em Tavira levou a uma redução drástica dos efectivos e disponibilização de instalações.

Fruto de uma nova orientação dos altos comandos militares, que de repente se aperceberam que a região algarvia não possuía nenhuma infraestrutura militar digna desse nome, levou a que o aquartelamento de Tavira fosse reactivado, inicialmente com a passagem bimensal de destacamentos de diversas especialidades do Exercito e mais recentemente com a colocação definitiva do Regimento de Infantaria Nº 1.

Desta forma, Tavira volta a ter a vertente militar que sempre a caracterizou ao longo dos séculos, e o monumento do Alto de Santo Amaro volta a ter uma face actual, embora as circunstancias da vida militar de hoje, século XXI, já nada tenham a ver com as que existiam no século XX.

Felicidades ao RI 1 e que a sua vivência na linda Tavira seja duradoura!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Paremiologia em Tavira

O tempo corre e quem estiver interessado em Paremiologia tem oportunidade de se inscrever no 2º Colóquio Internacional, que mais uma vez, a exemplo de 2007 vai reunir-se de novo em Tavira.

No ano passado e igualmente em Novembro, um grupo de entusiastas conseguiu efectuar a Primeira Reunião Internacional sobre o tema da Paremiologia.

Só não dizemos Mundial mas quase, uma vez que reuniu os mais significativos representantes do estudo dos Provérbios vindos dos mais diversos locais e quase que representando as Sete partidas do Mundo.

Este ano, já integrados numa Associação, voltamos a unir os esforços para que não se perca o impulso inicial e se possível iniciar uma expansão que torne tal reunião além de Internacional em Mundial.

Para isso contamos com o movimento dos interessados no tema que, se não tiverem disponibilidade de assistir aos trabalhos, pelo menos, associem-se na Associação e obtenham através desta toda a informação pertinente.

Entretanto, vá consultando o sítio do colóquio e da Associação no endereço:

http://www.colloquium-proverbs.org/index.php?lang=pt

E bons Provérbios!


Se o teu amigo é de mel, não o lambas todo !!!

Tavira deixa de estar triste!!!

Pois os ares no Alto de Santo Amaro já são mais alegres!

O Par voltou a ser Par!

Há cerca de três dias voltou ao seu local de eleição a estátua da moça tavirense no seu eterno adeus, até breve! ao jovem moçoilo que junto da porta da estação dos Caminhos de Ferro no seu traje militar se despede com a mágoa de todos os momentos vividos na cidade.

A estátua da moça, colocada na placa central do Alto de santo Amaro tinha sofrido um acidente que obrigou a remoção para a unidade de cuidados intensivos conveniente.

Durante cerca de três meses o bravo jovem militar acenou em vão para a placa vazia do seu derriço, quiçá trilho comum futuro.

Todos nós que em Tavira deambulamos na nossa labuta diária ficamos mais contentes por ver aquela partida representada pelo par.

Para muitos é a recordação de um momento semelhante que já está inscrito no nosso album pessoal.

Para alguns representa até um antes do que veio a ser o presente!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Tavira e a Paremiologia

O que é a Paremiologia???

Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, no seu volume II a páginas 2756 podemos ler:

PAREMIOLOGIA -s.f., com origem da palavra grega (provérbio) + logia.
1 - Tratado acerca dos provérbios;
2 - Conjunto de provérbios.

Com esta informação já somos capazes de ver um pouco mais de luz sobre o assunto.

Mas, e o que é Tavira tem a ver com tudo isto ?

Ora bem, os provérbios também se estudam e podem-se sentir algumas dúvidas como por exemplo a seguinte:

Será que existem provérbios em diversas línguas e originados em civilizações e culturas diversas que sejam similares ?

Será que um provérbio tão vulgar como o nosso: MUITA PARRA, POUCA UVA! também existe com o mesmo sentido numa civilização asiática ou africana, sendo nativo dessas mesmas civilizações e não importado ?

Ora foi em Tavira que pela primeira vez se reuniu uma Conferência a nível mundial com especialistas dos mais diversos países para debater este tipo de assuntos.

Tal sucedeu em 2007, no mês de Novembro, com a esperança que daí viessem a frutificar outras iniciativas.

Não se pode dizer que não houvesse progresso e daí que este ano, em 2008 e igualmente no mês de Novembro, mais precisamente entre os dias 10 e 16 irá ter lugar o II Congresso.

No entretanto, e como forma de apoio à organização dos Congressos também nasceu uma associação da qual todos os que gostam do tema podem ser sócios.

Portanto, Tavira está de parabéns com o evento em dois anos consecutivos.

Tavira está triste!!!

Pois é verdade! Tavira está triste.

Vai para três meses que um dos seus ex-libris mais significativo e simpático está reduzido a metade.

Para quem não sabe, esta cidade no século XX, mais significativamente após a II Guerra Mundial, viveu muito do facto de nela estar localizado um aquartelamento militar especialmente preparado para a formação de quadros do Exército.

Tal circunstância obrigou muitos cidadões de outras paragens do país a deslocarem-se para esta cidade e nela integrando parte da sua vivência de juventude enquanto cumpriam as suas obrigações militares.

A cidade beneficiou disto pois além de ter uma população flutuante apreciável muitos negócios locais foram sobrevivendo com essas presenças.

Também o aspecto de relacionamento ocorreu de tal forma que muitos jovens aqui encontraram o seu par do resto da vida e muitos acabaram por se fixarem em Tavira.

Só no último quartel do século XX terminou esta circunstância com as alterações políticas e consequentes necessidades militares que conduziram mesmo ao encerramento da unidade militar.

Agradecida dessa vivência resolveu a cidade criar um monumento que dignificasse essa memória, o qual teve uma feliz concepção e melhor localização, no Alto de Santo Amaro, junto à estação da CP, que tantas vezes foi testemunha das chegadas e partidas desses jovens.

O monumento escolhido, constituído por duas figuras, um jovem militar que junto da porta da estação faz adeus a uma jovem que se encontra na parte central do Alto de Santo Amaro, de frente para a estação.

Assim o artista e a cidade quizeram manifestar o momento tantas vezes repetido.

Pois recentemente, por desastre ou outra razão, a jovem da placa central teve que ser recolhida para recuperação deixando o ex-libris incompleto.

Esperamos que, com bastante brevidade, possamos ter de novo o monumento em toda a sua expressão!!!!