»»»»»»»Cada Inovação tecnológica do Governo é mais uma intromissão na vida privada dos cidadãos.
Primeiro foi o "chip" nas matrículas, depois o projecto de Laurentino Dias para pôr toda a gente a fazer marcha e maratona no futuro, agora é o cartão do cidadão.
Ao Governo não bastava criar um cartão único que juntasse todos os dados de identificação dos cidadãos. Era preciso mudar-lhes o nome. Em vez de se limitar a renovar o bilhete de identidade, o cartão de contribuinte e o passaporte com o nome que lá consta, o Governo do simplex resolveu pesquisar as cédulas de nascimento de cada um, investigar como se escreviam os nomes próprios no ano em que os cidadãos nasceram e adoptar a grafia em vigor na época.
É um exercício suficientemente esquizofrénico de burocracia, mas são as novas regras em Portugal.
Incomodada com as perguntas e perplexidades dos jornalistas e dos cidadãos que viram os nomes próprios alterados ao fim de 50 anos, uma fonte administrativa fez o favor de esclarecer que só muda quem quer. O Governo tem uma alternativa para quem protesta: os cidadãos descontentes são convidados a mergulhar numa nova dimensão de complexidade - deslocam-se com tempo a uma conservatória, solicitam um novo averbamento do nome, aguardam uns dias, regressam à conservatória, recolhem o nome averbado, emigram para a Loja do Cidadão e pedem a emissão de um novo cartão do cidadão.
Por tudo isto são convidados a pagar mais 12 euros. Burocracia? Nãaaaa. É o novo mundo do simplex.
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Simplesmente exemplar!!!!
Não há tempo para resolver os verdadeiros problemas, mas sobra em disponibilidade em criar labirintos sem qualquer utilidade.
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