Como não podia deixar de ser o EXPRESSO não podia ficar atrás.
Assim na sua edição Nº1888 de 3 de Janeiro, no primeiro caderno, a páginas 12 e 13, desenvolve-se o artigo "Portugal deixa morrer o património" com texto de Alexandra Carita e fotos de José Ventura.
Entre outras questões, e percorrendo o País de Norte a Sul eis que:
....
No Algarve, Cacela-a-Velha já não reconhece as suas muralhas, e Tavira não sabe sequer se a vila romana de BALÇA terá futuro.
....
Na infografia repete-se Vila Romana de BALÇA, Tavira.
Pois!
Isto de não se fazer um pouco de pesquisa pode dar origem a situações muito ridículas, mais a mais quando existe alguma bibliografia sobre o assunto e até um sítio na internet com informação sobre o assunto (vidé sítio do Campo Arqueológico de Tavira).
Claro que, se colocar no motor de busca =BALÇA= é natural que não chegue lá!
Isto porque a cidade romana que existiu nas imediações de Tavira, e não em Tavira propriamente, sempre se denominou:
BALSA
Se a autora tivesse procurado um pouco poderia ter chegado ao conhecimento de que quando se fala em VILA ROMANA estamos a referir-nos a uma quinta ou propriedade particular com alguma extensão fora de uma urbe.
Ora BALSA nunca foi uma vila romana porque era um centro urbano, mais propriamente, uma cidade bastante extensa e povoada.
Mais uma vez se lamenta que os actuais comunicadores sociais quando produzem obras que não de última hora, mas que são consequência de uma investigação feita com tempo e calma, não sejam capazes de aprofundar o suficiente na busca das fontes, de forma a evitar erros de palmatória, que bem poderiam ser evitados e fariam boa imagem dos seus autores.
Diz um provérbio que: DEPRESSA E BEM, NÃO HÁ QUEM!
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário