Num bom fim de tarde, mesmo que não tenhamos a felicidade de estar num deserto mas podemos substituir pela calma planície alentejana, façamos um "al-munákh".
Normalmente nestas ocasiões cria-se um bom ambiente para que as conversas se desfiem, sem nenhuma linha definida podendo passar de um comentário a um acontecimento do dia a uma história contada como uma lenda.
Uma lenda como a da criação do CAVALO por Alá, que segundo consta criou tal animal tomando uma mão cheia de El Marees (vento sul) bafejando-a.
"Eu criei-te para que sejas único.
Terás o olhar da águia, a coragem do leão e a velocidade da pantera.
Do elefante dou-te a memória, do tigre a força, da gazela a elegância.
Os teus cascos terão a dureza do sílex e o teu pêlo a maciez da plumagem da
pomba.
Irás saltar mais do que o gamo, e terás do lobo o faro.
Serão teus à noite os olhos do leopardo, e orientar-te-às como o falcão, que
regressa sempre a casa.
Serás incansável como o camelo, e fiel como o cão !
E para sempre te dou a beleza da rainha e a majestade do rei.
Hossane, que a doçura da vitória repouse sobre os teus olhos. Que carregues
no teu dorso tesouros. Que a tua sela seja o meu templo.
Que voes sem possuir asas e conquistes sem o uso de nenhuma espada."
E com o sentimento desta lenda o fim da tarde fez-se noite.
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