quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Al-munákh (2)

Está um fim de tarde muito calmo e sereno, praticamente sem bafo de vento mais de um fim de Verão Setembrino do que de um Outonal Outubro.

E falemos de outra lenda das Arábias ainda relacionado com esse digno animal, de porte, que é o CAVALO.


Há muitos anos, no deserto da Arábia, vivia um guerreiro beduíno que possuía uma égua especial.

A égua acompanhava-o sempre e podia ler os seus pensamentos, permitindo-lhe a vitória nas batalhas e suscitando a inveja das tribos.

Um dia, o beduíno foi ferido gravemente numa luta. Com o seu amo inconsciente e a quilómetros do acampamento, a égua carregou-o sobre o seu lombo, com cuidado.

Avançou durante dias sem comida ou água.

Quando a corajosa égua chegou ao seu destino, estava exausta e o seu amo estava morto. Removeram o corpo: no lombo havia uma mancha de sangue.

Eles perderam o seu sayyd (chefe) mas estavam gratos pela devolução do corpo à família. A viagem foi dura, a égua estava prenhe. Temiam.

Mas na Lua Nova o potro nasceu vigoroso, saudável, de qualidade excepcional.

No lombo tinha uma mancha, idêntica à que o sangue do amo deixara no lombo da mãe.

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