Balsa: Moradias escondem passado de Tavira
Balsa foi uma importante cidade romana portuária da Hispânia, que existiu na atual freguesia de Luz (Tavira), nos terrenos litorais da Torre d'Aires, Antas e Arroio.
A história de Balsa romana inicia-se no século I a.C. e termina no século V ou VI da nossa era. Teve o seu apogeu no século II, chegando a ocupar 47 hectares, dimensão acima da média urbana da província da Lusitânia, a que pertencia.
Destacava-se relativamente a Olisippo (Lisboa), Ossonoba (Faro) e Conímbriga (Condeixa-a-Velha) e era oito vezes maior do que os 5,5 ha da zona amuralhada da Tavira medieval.
Cunhou moeda própria e o nome Balsa registado nestas moedas é o registo mais antigo do topónimo.
Testemunhos anteriores a 1978 descrevem a existência de ruínas romanas muito extensas no local. Desde então, o terreno arqueológico tem sido destruído por trabalhos agrícolas e pela construção de moradias e infraestruturas.
A arqueotopografia revelou estruturas urbanas importantes como um teatro, um cais e um porto interior.
As coleções arqueológicas de Balsa estão espalhadas por museus e acervos privados, destacando-se a do Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa.
No Algarve, há materiais patentes ao público em Faro e Moncarapacho, mas as primeiras investigações no século XX foram feitas em 1977 pelos arqueólogos Maria e Manuel Maia.
Mais tarde, o CAT fez duas sondagens exaustivas ao terreno em 2000 e 2003.
12 de Fevereiro de 2011 09:42
filipe antunes
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Balsa - Metrópole Romana do Algarve II
Com a devida vénia transcreve-se do jornal "BARLAVENTO" de 12 de Fevereiro de 2011:
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