sábado, 6 de março de 2010
A letra "P" (PÊ) -5-
E a palavra escolhida hoje, é a palavra: "POUCO".
A palavra POUCO é usada habitualmente como uma forma mais suave de indicar a escassez de algo.
Assim em vez de dizermos que, determinado indivíduo possui uma escassez de inteligência, para não o ofender directamente e não assombrar a restante assistência, dizemos que o mesmo é POUCO inteligente.
No entanto, o seu uso diário por parte de todos nós, e aqui com um carácter forte é o da seguinte frase: Ganhamos POUCO!
Pode-se também usar em casos como:
POUCO usual;
POUCO vulgar;
POUCO sintomático;
POUCO arrojado;
POUCO eficaz;
ou no caso futebolístico, quando o remate não teve o efeito que se esperava do seu autor: Foi um remate um POUCO frouxo!
Para uma certa cáfila que polula neste pequeno rectângulo, qual praia ibérica, o termo POUCO ganha uma forte importância, pois é essencial que face às suas jogadas o povo português se mantenha POUCO inteligente.
Aqui, pretende-se que a palavra POUCO adquira o sentido de LORPA!
Para mal de muitos e bem de alguns o que sucede é que este Povo que é POUCO, que bem se desejava POUCOCHINHO, ainda dentro do seu POUCO é capaz de em certas ocasiões mostrar que, realmente, aceita POUCO tais manigâncias e seus autores, enviando-os para o seu local apropriado, o local onde devem estar os que na realidade valem...........POUCO!!!!
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Calendário Chinês: Ano do Tigre
Sendo um calendário de base lunar e ciclos solares, o seu início está ligado ao início do mês lunar, dia de Lua Nova, no caso a primeira Lua Nova que ocorre entre os dias 21 de Janeiro e 20 de Fevereiro do calendário gregoriano.
Cada um dos doze anos que se repetem cinco vezes num ciclo de sessenta anos recebe o nome de um animal e no caso presente ao terminar o ano do Boi sucede o do TIGRE.
Bom Ano Novo! Bom Ano do Tigre!
Dia de São Valentim ou as vésperas rosadas
Estes baronetes, que muito têm papado, mas que a sua contribuição tem sido pouco menos do que nula, quer quando ocuparam as "ásperas" cadeiras governamentais, quer quando ocupam as deliciosas cadeiras belgas, continuam imaginando que são os únicos possuidores da clarividência e que os outros, infelizes pacóvios, continuam de olhos fechados.
Depois de tal cáfila ter conduzido mais uma vez o país a um pântano, eis que pretendem sair dele sem quaisquer pingos de lama, enxotados pela oposição.
Não se pode dizer que pela primeira vez tais baronetes, tiveram um pingo de inteligência, um fulgaz clarão do aproveitamento das circunstâncias.
Talvez tivessem contado com a eterna estupidez dos outros, acompanhada da pacovidade de quem não possui o dom de ter bebido o elixir do desenrascanço bacoco de que tais baronetes se ufanam pelos salões da UE.
Pois bem, podem continuar a beber o tal elixir à conta dos impostos de todos nós que pagam as descaradas modormias que usufruem, mas quanto ao pântano a nossa resposta é só uma:
"Quem as armou que as desarme!!!"
E não venham com namoros que o coitado do S. Valentim até se envergonha.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Os inícios de um acordo ortográfico ... de lei!
Desnecessário será fazer notar que é muito pobre o país que necessita de uma lei publicada no seu jornal oficial para fazer vingar a língua que por lá se fala. Não é por essa via que a língua do país progride e se mantém viva, por muito que isso custe a certa classe política que grassa por aí.
Um exemplo disso é o que sucede na notícia que transcrevemos a seguir, de hoje, do jornal "i" onde a parte ampliada nos deixa na dúvida se o erro crasso se deve meramente a uma gralha (pássaro bisnau que aparece por vezes nos textos) ou a uma aplicação das modernas leis do Acordo?????
A Guarda Civil espanhola anunciou hoje a detenção de um homem que tinha uma pistola e documentação falsa e que se pensa possa fazer parte da organização terrorista ETA, informaram fontes policiais.
A detenção ocorreu num controlo de rotina realizado entre as localidades de Asteasu e Villabona, na província de Guipuzcoa, quando o homem viajava num bicicleta.
Depois de comprovar que o homem estava armado e com documentação falsa, a Guarda Civil procedeu à sua detenção estando agora a procurar identificá-lo.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
A letra "P" (PÊ) -4-
É a palavra fina, ou politicamente correcta, para designar o agente da profissão mais antiga no mundo. É uma das grandes invenções do ser humano!
Estamos a falar da palavra:
PROSTITUTA
Vulgarmente só se usa como substantivo na literatura ou no discurso politicamente correcto, ou em salões distintos (o que não implica que sejam mais dignos). Na gíria corrente do seu uso como substantivo é usualmente substituída por uma outra palavra, mais curta clara e concisa: puta!
Também tem uso como adjectivo quando pretende indicar uma característica do sujeito da oração.
Em ambos os casos estamos a referir a um agente que a troco de uma remuneração satisfaz o sujeito em termos sexuais.
Desempenha um papel social activo e conveniente no caso de indivíduos singulares e solteiros, que não possuam parceiro socialmente definido. Já o mesmo não se pode afirmar quando o sujeito é um indivíduo socialmente emparceirado conforme as regras e que não devia ultrapassar essas mesmas regras.
Umas das frases mais características que muito se ouve em determinados períodos é a de que:
"Ele tem usado a política como uma autêntica prostituta!"
sábado, 30 de janeiro de 2010
A letra "P" (PÊ) -3-
PUTOS
Termo popular designativo genérico de jovens, geralmente ainda não adolescentes, de uma forma simples e não agressiva. Não possui qualquer carga pejorativa ou de calão específico.
Também pode ser usada no singular quando queremos significar apenas um jovem.
É o equivalente de míudo, pequeno, rapazinho.
Também pode adquirir o valor de adjectivo, como quando queremos classificar o seu comportamento ou atitudes como os de um jovem ainda não maduro.
No entanto, este termo tem uma peculariedade de uso muito interessante. Embora admita o feminino, putas ou puta, já não é usado para referir as jovens, as rapariguinhas companheiras de brincadeiras na mesma faixa etária. O seu uso abarca um significado diferente que trataremos isoladamente.
domingo, 24 de janeiro de 2010
A letra "P" (PÊ) -2-
O interessante é que enquanto a palavra Pedra tem como fonte geracional a palavra grega Lithos, a palavra PEDRO tem como fonte geracional a palavra latina Petrus.
Ora Petrus, latino de rocha é igual Lithos, grego de rocha.
No entanto, a palavra PEDRO torna-se onomástica ao invés de Pedra que é substantivo comum.
O feminino de Pedro é Pedra mas não tem qualquer sentido como onomástico. Não se conhece Pedra como nome próprio feminino.
Segundo a história narrada por uma das religiões inventadas pelo ser humano, o fundador dessa religião, ou melhor dizendo de um novo ramo de uma religião, teria como nome próprio (adoptado) PEDRO uma vez que o nome latínico define como rigidez, base para fundação.
»»Tu és Pedro e sobre ti fundarei a nova religião!««
Parece que o onomástico PEDRO não é muito feliz se olharmos ao célebre caso medieval de intriga palaciana envolvendo representantes femininos do ser humano.
O caso de "PEDRO e Inês" é um autêntico dramalhão, visto à actual óptica das telenovelas de moda no século XXI, onde dois seres humanos heterosexuais não podem ser felizes num pequeno reino perdido numa civilização ocidental já bem caduca.
No entanto, à época, eram bem vulgares os casos de diversas ligações sexuais dos dignos líderes do momento, com a resultante prole bastarda, sem que daí adviesse grande mal à sociedade.
E muitos desses bastardos estão hoje inscritos como heróis da história pátria deste minúsculo rectângulo plantado às margens oceânicas, no extremo europeu.
sábado, 23 de janeiro de 2010
A letra "P" (PÊ)
E começo por uma palavra que é:
PEDRA
Normalmente tomamos o seu sentido geológico como designação de todo o fragmento de rocha de uso na nossa sociedade, quer a nível construtivo como elemento de um muro ou de uma calçada, quer a nível de arma de arremesso.
Uma derivante desta palavra é PEDRADA, acto ou efeito de lançar uma pedra.
Na gíria do actual milénio ganhou um novo significado, PEDRADA = sob o efeito de drogas alucigeneas.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Matemáticas em Portugal, todas iguais ????
Jornal "i"
Galp contesta "enorme diferença de preços" entre Portugal e Espanha
por Agência Lusa, Publicado em 16 de Janeiro de 2010 Actualizado há 24 minutos
A Galp Energia contestou hoje a ideia de que exista "uma enorme diferença de preços" entre os combustíveis vendidos em Portugal e em Espanha, considerando que antes de impostos a gasolina nas bombas portuguesas é até mais barata do que em Espanha.
A polémica em torno dos preços dos combustíveis em Espanha e Portugal foi reactivada esta semana, quando o Automóvel Clube Português considerou, numa nota à imprensa, que "se assiste em Portugal uma vez mais à concertação de preços dos combustíveis". A entidade presidida por Carlos Barbosa considerou também que existe "uma enorme diferença de preços face a Espanha - mais 25 cêntimos por litro de gasolina e 13 cêntimos por litro de gasóleo em Portugal".
No seguimento acusou a Autoridade da Concorrência de "inoperância" e de "demitir-se das suas obrigações" no que toca ao mercado dos combustíveis, por considerar que o regulador ignora indícios de concertação de preços.
Hoje, fonte oficial da Galp Energia declarou à Lusa que "quando a empresa fixa os preços de venda dos combustíveis, limita-se a reflectir as subidas e descidas verificadas no mercado europeu na semana anterior".
Por isso mesmo, a Galp considera que "os preços actuais estão perfeitamente ao nível do que se verifica nos restantes países europeus". "A gasolina em Portugal, antes de impostos, está mais barata do que em Espanha e o preço de venda ao público do gasoleo é inferior à média europeia", acrescentou.
Os dados mais recentes da Directoria-Geral da Energia e dos Transportes da Comissão Europeia, relativos a 04 deste mês, indicam que o litro de gasolina sem chumbo 95 em Portugal é o quinto mais caro da UE-27, depois da Holanda, Dinamarca, Finlândia e Alemanha, enquanto o litro de gasóleo é o 11º mais caro.
A análise mostra que um litro de gasolina 95 custa em Portugal 1,302 euros, incluindo impostos. É o quinto preço mais caro, atrás dos 1,437 euros por cada litro na Holanda ou dos 1,374 euros euros na Dinamarca.
Em relação a Espanha, a diferença é de 22 cêntimos por cada litro de gasolina 95 (nas bombas espanholas custa 1,089 euros) e de 7,5 cêntimos no litro de gasóleo (que custa 0,98 euros em Espanha).
A média dos preços destes dois combustíveis na Europa a 27 é de 1,231 euros para a gasolina e de 1,071 euros para o gasóleo.
O cenário muda quando se comparam os preços sem os impostos, especialmente no gasóleo.
Um litro de gasolina 95 em Portugal sem os impostos custaria pouco mais de 50 cêntimos (0,5020 euros), sendo à mesma o quinto mais caro da UE-27, mas ligeiramente mais barato do que em Espanha (onde custaria 0,5097 euros).
O litro de gasóleo sem impostos custaria 0,520 euros (52 cêntimos), sendo o quarto mais caro. Em Espanha, sem impostos, o litro de gasóleo custaria 51 cêntimos.
A média da UE-27 dos preços dos combustíveis sem impostos é de 46 cêntimos para o litro de gasolina e 47,9 cêntimos para o de gasóleo.
Às 00:00 de hoje, a Galp baixou em um cêntimo o preço do litro da gasolina e do gasóleo.
A prova da RED BULL em Portugal
O primeiro envolve as verbas que os municípios têm que envolver para ter a prova. Enquanto as câmaras do Porto e de Gaia, em conjunto não pagavam milhões, uma câmara bem saneada financeiramente como é a de Lisboa envolve-se num contrato de milhões.
Pormenores de zeros!!!!
O segundo caso é o relatado pela notícia abaixo transcrita.
Jornal "i"
Segurança aérea
Red Bull Air Race ameaça cortar acesso de aviões a Lisboa
por Liliana Valente, Publicado em 16 de Janeiro de 2010 Actualizado há 17 horas
.A actual localização da prova sobrepõe-se aos corredores aéreos de aproximação do aeroporto de Lisboa. Red Bull não muda o lugarA localização da prova está definida: "entre Alcântara e Algés", segundo a Red Bull. Este é o espaço onde os aviões da prova irão fazer acrobacias e, por coincidência, é também um ponto fulcral utilizado por aviões civis que se dirigem ao aeroporto da Portela e por embarcações marítimas que transitam no Tejo para aceder ao Porto de Lisboa. Especialistas contactos pelo i garantem que, ainda que a prova seja encostada a Algés, os aviões entram no corredor aéreo de aproximação ao aeroporto da capital e a logística da prova pode interromper o acesso ao canal de entrada no Porto de Lisboa.
No limite, a utilização deste espaço deverá obedecer a regras de segurança para "evitar acidentes", explica o comandante Cruz dos Santos. A Red Bull admite estar a trabalhar na questão da segurança "com as autoridades que controlam os tráfegos aéreos e marítimos". Fonte oficial da Navegação Aérea de Portugal (NAV) garante ao i que, até à data, não houve qualquer contacto por parte da organização da prova.
O cruzamento entre dois aviões é uma hipótese que terá de ser estudada no trajecto da prova. Um especialista em aeronáutica diz ao i que o problema existe quando os pequenos aviões da Red Bull dão a volta no percurso cronometrado - looping - e sobem a uma maior altitude. Nesse momento, cruzam o espaço aéreo de aproximação ao aeroporto.
Explica o especialista que, "nas manobras de looping, os aviões vão furar o cone aéreo dos aviões civis" e o corredor aéreo, que começa na Caparica e passa por cima da Ponte 25 de Abril, é o preferencial em 90% das vezes para as aterragens em Lisboa. Isto quando está bom tempo, condição também necessária à realização da Red Bull Air Race. Este corredor aéreo é utilizado na aproximação à pista 03 do aeroporto.
Segundo o comandante Cruz dos Santos não restam muitas opções: "Se a localização da prova for entre Belém e a Ponte 25 de Abril, como foi noticiado, ou não há aproximação de aviões por aquela pista, ou se desloca a prova, ou modifica-se o perfil da competição para que o trajecto dos aviões não irrompa o corredor aéreo."
Qualquer que seja a solução, a vida aérea da capital será condicionada. Cruz dos Santos explica: "Não é exequível não haver voos por aquela pista durante uma semana [duração da prova]. É a pista principal. Muito dificilmente esse eixo será cancelado." O especialista contactado pelo i refere que "pode haver instruções para os pilotos não subirem a mais de dada altitude, mas isso influencia a própria prova - porque o trajecto que está em causa é durante o período cronometrado."
No Porto já se tinha colocado um problema semelhante por causa do corredor aéreo de aproximação ao aeroporto Sá Carneiro. Depois da polémica da mudança do Porto para Lisboa e do financiamento da prova (ver caixa ao lado), a Red Bull Air Race depara-se com os condicionalismos da navegação aérea e marítima questão já levantada pelo deputado do CDS, Ribeiro e Castro.
A Capitania do Porto de Lisboa e a Administração do Porto de Lisboa recusaram comentar a matéria.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Ano Novo 2010
No tempo em que não havia cursos superiores a fornecer títulos aos "mensageiros" da Comunicação Social, os verdadeiros profissionais eram conhecidos pelo nome e respeitados pelos seus trabalhos e valor da sua carreira feita pela tarimba profissional acrescida do brio que o próprio imprimia.
Hoje são todos doutores em ...., mas as calinadas na língua pátria são de nível infantil e primário, acompanhadas da quase total ausência de conhecimentos de cultura e complementados por não conseguirem usar o mais elementar bom senso a nível matemático.
Tudo isto vem a propósito, no dia em que se inicia o DÉCIMO ano da PRIMEIRA década do século XXI no TERCEIRO milénio da contagem após Cristo.
É que toda a gente quer fazer a súmula da primeira década do século, como se a mesma já tivesse terminado e que hoje se iniciasse a segunda.
Quando a santa ignorância se manifesta até pela simples contagem!!!!
Estamos de novo com a questão que há dez anos invadiu a sociedade acerca do final do século e milénio.
Vamos lá mais uma vez relembrar:
O SEGUNDO milénio e igualmente o século XX tiveram o seu términus às 2400 horas do dia 31 de Dezembro do ano 2000.
O TERCEIRO milénio e igualmente o século XXI tiveram o seu início às 0000 horas do dia 1 de Janeiro do ano 2001.
A PRIMEIRA década do século XXI teve o seu início às 0000 horas do dia 1 de Janeiro do ano 2001 e irá ter o seu final às 2400 horas do dia 31 de Dezembro de 2010.
A propósito, na língua portuguesa, a palavra DÉCADA significa um período de DEZ ANOS!
(2001,2002,2003,2004,2005,2006,2007,2008,2009,2010)
Que tenhamos um BOM ANO de 2010 e terminemos a PRIMEIRA DÉCADA da melhor forma possível!!!
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
O Solstício de Inverno e o primeiro dia do ano no calendário
Formato em doze meses com uma duração aproximada do mês lunar, lutou desde o início com a conjugação do número de dias, na base da média de 30 dias por mês o que conduzia a 360 dias anos ao invés da duração do órbita do planeta Terra, que monta a pouco mais de 365 dias.
Esta diferença de cinco dias e algumas horas originou uma distribuição dos dias em certos meses do calendário, que por obedecer a interesses da política da época, conduziu a meses de 30 dias, meses de 31 dias e um mês de 28 dias.
O calendário juliano tem o seu início com o mês de Janeiro, termo que deriva do latim (Jano) rei mitológico do Lácio, a quem os Romanos consagravam o 1º dia do ano.
Teria sido igualmente lógico que o início do ano coincidisse com um momento astronómico exacto, como por exemplo, o momento em que a Terra ao descrever a sua órbita se encontrasse num equinócio ou num solstício.
No caso, e como o umbigo da civilização se desenvolve no hemisfério Norte, faria todo o sentido adoptar o dia do solstício de Inverno, uma vez que esse dia para quem habita esse hemisfério representa o dia de menor período diurno e igualmente o dia a partir do qual para a Natureza é quase como o início de um novo ciclo anual.
Daqui que seja estranho que o início do calendário, ou seja, o tal primeiro dia do ano não coincida com o tal momento astronómico, mas sim com um dia que é exactamente o décimo primeiro dia posterior ???
Porquê???
Haja quem nos ajude a resolver este mistério!!!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
A Eterna Saga de Cristóvão Colón
Talvez por ser em parte bastante fantasiosa mesmo para os cânones da época.
As razões de Estado da época obrigaram a um segredo tal que se tornou quase num mistério!
Depois, quem poderia ter mostrado as reais razões, nunca esteve interessado em tal e num autêntico lesa-pátria até apadrinhou a tal versão oficiosa.
Citando o períodico LA VANGUARDIA.
Dos investigadores de Estados Unidos apoyan la catalanidad de Cristóbal Colón
Los autores argumentan en sus libros que el navegante hablaba catalán El historiador Charles J. Merrill considera que el almirante pertenecía a la familia Colom que había luchado contra Juan II
ROSA M. BOSCH Barcelona 30/10/2009 Actualizada a las 01:11h Ciudadanos
El historiador peruano Luis Ulloa Cisneros fue el primero en defender la catalanidad de Colón. En 1927, en una conferencia en la Société d'Américanistes de París, Ulloa sostuvo que el almirante nació y se crió en Catalunya; sus investigaciones quedan reflejadas en Christophe Colomb catalan: la vraie genèse de la descouverte de l'Amérique. Desde entonces, quien ha reivindicado el origen catalán de Colón ha despertado en muchos hilaridad y críticas. En las últimas semanas han aparecido dos nuevos libros de autores de EE.UU. que profundizan en esta tesis: The DNA of the writings of Columbus (Ed. Puerto), de Estelle Irizarry, profesora emérita de Literatura Hispánica de la Universidad de Georgetown, y Colom. 500 anys enganyats. Per què s'amaga l'origen català del descobridor d'Amèrica (Cossetània Edicions), del historiador Charles J. Merrill.
MÁS INFORMACIÓNLa política, contra Cristóbal Colón
Cristóbal Colón hablaba catalán en la intimidad
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"La obra de Merrill es un bálsamo para la teoría catalana de Colom ya que algunas obras que han aparecido en los últimos años nos han perjudicado por su poco rigor y frivolidad", destacó ayer Francesc Albadarner, presidente del Centre d'Estudis Colombins, en la presentación de la edición catalana del libro, un año después de la publicación de su versión inglesa en Estados Unidos.
Merrill, experto en literatura medieval catalana, ha recopilado durante los últimos 20 años información para presentar ordenadamente todas las teorías sobre el origen del descubridor de América y llegar a la conclusión de que era catalán. Desgrana argumentos para demostrar por qué el almirante ocultó su origen. Como Ulloa considera que el navegante pertenecía a la familia Colom de Barcelona que había luchado contra Juan II, padre de Fernando el Católico, en la guerra de 1462-72, para Merrill este es motivo más que suficiente para que "dejara poquísimas pruebas sobre sus orígenes familiares" si quería emprender su conquista del Nuevo Mundo. Y más argumentos relatados en el libro:
los Reyes Católicos excluyeron a los habitantes no castellanos de los beneficios que generaba el comercio con las Indias.
"Fernando había vivido la rebelión de los catalanes contra el poder de su familia y los consideraba obstinados y maliciosos".
Merrill apunta que Fernando daba por sentado que "si los catalanes sabían que el descubridor de estos territorios era un catalán tendrían grandes tentaciones de rebelarse una vez más".
El almirante se refería a los Reyes Católicos como "mis señores naturales" y Merrill entiende que si hubiera sido genovés, como sostiene la historia oficial, se limitaría a hablar de "mis señores".
También es sabido que puso el nombre de Montserrat a una isla caribeña y que uno de sus hijos, Diego, sentía una profunda devoción por Montserrat.
También desde Estados Unidos, la lingüista Estelle Irizarry, tras analizar diarios y cartas manuscritas del navegante, concluye que Colón era catalanohablante y que aprendió antes el catalán que el castellano.
Para Irizarry una de las claves es la puntuación y el empleo de la vírgula que no se usaba en Castilla pero sí en los territorios de habla catalana de la Corona de Aragón.
sábado, 12 de setembro de 2009
11 de Setembro de 2009
Nos dias de hoje , se calhar a situação não teria sido muito diversa, pois não creio que pudesse ser bem visto pela nomenklatura actual. E também creio que ele próprio se sentiria numa situação similar à que infelizmente viveu.
Por estes e outros motivos não se pode deixar de citar aqui, um poema de sua autoria, que foi alvo de publicação no blog De Rerum Natura, do qual com a devida vénia o reproduzimos com todas as referências e citações:
O poema tem por título: A PORTUGAL
Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.
.
Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.
.
Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fatua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:
.
eu te pertenço. És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não.
.
Araraquara, 6/12/1961,do Capítulo "Tempo de Peregrinatio ad loca infecta" (1959-1969) do livro "40 Anos de Servidão", 2ª edição revista, Círculo de Poesia da Moraes Editores, 1982Jorge de Sena
domingo, 30 de agosto de 2009
A Comunicação Social do Século XXI, os Árabes e o Astrolábio
Se adicionarmos a isto uma pressão economicista que leva a que os meios de Comunicação Social funcionem na regra de quanto mais barato melhor, não podemos esperar grande qualidade do serviço, desempenhado pelos menos aptos e preparados mas que por necessidade se sujeitam a todos os dislates de concorrência economicista.
Acresce a tudo isto o nível de preparação à saída dos estudos superiores destes novos profissionais que deixam muito a desejar não tanto por culpa dos últimos ensinamentos para a profissão mas porque a preparação anterior, a dita de base, é tudo menos suficiente!
No entanto, quando nos referimos a um jornal semanário, em que a maioria dos textos são elaborados com alguma antecedência e que não sofrem propriamente das situações do imediatismo, seria de esperar algum cuidado com algumas afirmações que se fazem ao longo do texto.
E até porque hoje dispõem-se de ferramentas tremendas para rapidamente confirmar determinadas presunções.
Vem tudo isto a propósito de um texto vindo a lume no EXPRESSO, semanário cujos créditos firmados levam o leitor a exigir que textos de comentário ou opinião sejam sérios e não escritos ao sabor do momento.
Comentava o texto uma posição acerca das consequências do cumprimento das regras religiosas, no caso o Ramadão, originavam no desempenho de profissionais do desporto e a partir de certo momento partia para uma defesa super-elogiosa da civilização árabe.
E em determinado momento afirmava a articulista que o Ocidente e os Descobrimentos Portugueses deviam aos árabes a "invenção" ou "descoberta" do ASTROLÁBIO.
Se em alguma coisa somos devedores a essa civilização não é pela invenção ou descoberta do astrolábio mas o facto de a ter transmitido desde a civilização que o inventou até aos homens do final da idade média que tiveram que lidar com o assunto.
É que o tal célebre instrumento, que vai ser desenvolvido para o uso na náutica portuguesa, só por um puro acaso foi inicialmente desenvolvido pela Hipátia (ou Hipácia) de Alexandria (em grego: Υπατία), matemática e filósofa neoplatônica, nascida aproximadamente em 370 e assassinada em 415.
Ou seja estamos a falar da célebre Academia de Alexandria o que é relativamente anterior ao que se viria a chamar civilização árabe.
Era de esperar um pouco mais de rigor aos escribas do EXPRESSO especialmente em textos de comentário ou de opinião que não estão tão condicionados pelo tempo.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Do Livro "A Ministra"
Aos leitores do livro deixa-se a resolução do dilema: Será realidade ? Será ficção ? Ou até onde as coincidências entre a ficção e a não ficção se tornam mais do que meras coincidências ?
A ministra deveria ler o livro A Ministra
A actual ministra da educação,Mª de Lurdes R. Rodrigues, deveria ler o livro ( bem como toda a gente ligada à área da educação, e não só) da autoria de Miguel Real, enviado há pouco tempo para os escaparates das livrarias do país.
Porque nessa obra, e segundo a bitola do autor, é retratada: 1 -"Uma mulher seca, que nunca conheceu o amor, de passado trágico e futuro marcado pelo desejo de auto-afirmação; 2 - Uma mulher de mentalidade despótica, adversa à espiritualidade dos valores, crente de que a única dimensão do bem reside na sua utilidade social; 3 - Uma mulher cuja especialização académica consiste na manipulação de estatísticas, moldando a realidade à medida dos seus interesses; 4 - Uma mulher que usa o trabalho, não como forma de realização, mas como modo de exaltação do poder próprio, criando, não o respeito, mas o medo em redor; 5 - Uma mulher ensimesmada, arrogante (...) que ama a solidão e despreza os homens; 6 - Uma mulher autoritária e severa consigo própria, imune ao princípio da tolerância ; 7 - Uma mulher que ambiciona ser ministra. Sê-lo-á?"Quase que consegue, mas não chega a atingir o desiderato devido a um volte-face imprevisível e inimaginável.
Ao contrário de Lurdes Rodrigues, que chegou a ser ministra (ainda o é por enquanto) e não terá rigorosamente nada a ver com o romance ficcional de Miguel Real, como é óbvio. A verdade seja dita.
Apesar desta irrefragável realidade, no livro de Miguel Real, na página 128, intrigantemente, pode ler-se: "Tenho quatro anos para fazer boa figura, pôr a escola portuguesa na Europa, onde ninguém reprova e todos caminham para um mínimo de cultura geral, mais não é preciso, chega, para o vulgo suburbano basta, a pesquisa na Internet preenche as falhas educativas, gerando uma ilusão de sabedoria para o novo habitante urbano, moldado pelo facilitismo e pela vulgaridade (...), é preciso revolucionar o ensino, dar ao povo o que o povo quer, um nico de cultura, um nico de ciência, umas palavritas de inglês, muita informática, chega, basta, um canalizador ou uma recepcionista de balcão não precisa de mais, é preciso harmonizar o ensino com o povo bárbaro que temos (...) facilitar a vida aos mais novos, empurrando--os para a passagem de ano, todos os anos, criar uma segunda oportunidade aos mais velhos, fazer equivaler a experiência de vida destes aos graus de ensino, basta um dossier com toda a informação, mais uma entrevista, pronto, todo o povo passa a ter o 12.º ano, ficam resolvidos os problemas da formação, acabar com o abandono escolar anulando os programas difíceis, no final dos meus quatro anos as estatísticas na educação têm de ser iguais às da Alemanha (...); a todos farei ver que sem mim o povo não teria o que passará a ter, domínio da informática, conhecimentos de inglês, agilidade mental para se safar na vida, para que precisa o povo de saber os sonetos do Antero ou a prosa do Eça?"...
Depois de se ler isto - e muito mais haveria para mostrar -, onde acaba a ficção e começa a realidade? Duma coisa poderemos estar certos, a senhora que é retratada por Miguel Real nada tem a ver com a talentosa e conspícua ministra da Educação do governo patriótico de Portugal...
António Cândido Miguéis
Lisboa
segunda-feira, 27 de julho de 2009
O caso edificante do negócio dos contentores
Pela claridade do focado entendemos que se aplica plenamente o provérbio: "A bom entendedor, meia palavra basta!".
explicação menos má é uma
grande dose de
incompetência
Paulo Ferreira - 20090727
A forma como foi prolongada a concessão do terminal de contentores de Alcântara ao grupo Mota-Engil é um autêntico caso de estudo de "como não fazer".
O relatório do Tribunal de Contas (TC) à concessão do terminal de contentores de Alcântara devia ser de leitura obrigatória (está disponível em www.tcontas.pt).
Para os decisores do Estado ele é um verdadeiro manual de "como não fazer". Para os cidadãos ele é uma das mais escandalosas amostras de como se tomam decisões ruinosas para o Estado. Ou se trata de manifesta incompetência ou de um descaramento ilimitado.
Porque não se vê uma terceira via entre a inaptidão e o caso de polícia.
Invocando urgência quando ainda faltam sete anos para o fim da concessão actual, o Ministério das Obras Públicas decidiu alargar o prazo de concessão do terminal por mais 27 anos, ao mesmo tempo que validou um projecto de requalificação para triplicar a capacidade e aumentar a operacionalidade da infra-estrutura.
Repare-se como foi feito.
Primeiro, foi um ajuste directo. Como aquele é um monopólio regional, não houve concorrência entre a Liscont e outros potenciais candidatos. Este mecanismo óbvio para melhorar a posição negocial do Estado foi descartado. O grupo privado ficou, naturalmente, em enorme vantagem.
Depois, o Estado não estudou devidamente o risco de alternativas a este prolongamento da concessão. Uma delas seria a concessão passar para a APL.
Os investimentos previstos para o aumento de capacidade e requalificação somam, a preços correntes, 474,4 milhões de euros. Deste montante, 52 por cento serão encargo ao Estado, entre despesas e isenção de taxas concedida à Liscont.
As previsões de tráfego de contentores que serviram de base ao contrato são muito optimistas, diz o TC olhando para o tráfego do ano passado e estimado para este ano.
Por que é que isto é decisivo? Porque o Estado ficou para si com uma grande parte do risco do negócio. Se, em cada biénio até 2017, o tráfego ficar 20 por cento abaixo dessas previsões, o Estado compensa a Liscont por isso (até 2031 os desvios permitidos sobem até 25 por cento). Pelo contrário, se o tráfego aumentar em relação ao cenário base e o negócio se mostrar melhor do que se previa, o Estado só partilhará essas receitas extra se "se demonstrar que tal eventual excesso não resultou da eficiente gestão e das oportunidades criadas pela concessionária". Seria interessante verificar como é que o mesmo Estado que não fez o fácil e assinou esta galeria de horrores conseguirá, mais tarde, demonstrar o que é quase indemonstrável.
E, entre outras coisas, verificou-se que ao longo do processo negocial foram sendo efectuadas alterações aos parâmetros da concessão. Sem surpresa, todas elas foram no sentido de prejudicar o Estado e beneficiar a Liscont.
A rentabilidade do accionista, que era de 11 por cento no memorando inicial, no contrato final passou para 14 por cento. Fantástico, se tivermos em conta que o risco para a concessionária está, como vimos, extremamente limitado.
Na recta final de negociação (em Outubro de 2008), em apenas uma semana, o cálculo dos rendimentos líquidos para a Liscont saltou de 4,2 para 7,4 milhões de euros.
Não será isto o sonho de qualquer empresa privada?
Por incompetência ou com intenção, o certo é que as coisas foram feitas assim. Se agora, num assomo de sensatez, alguém decidir rasgar estes contratos ruinosos para o Estado, os contribuintes não se livram de ter que pagar chorudas indemnizações à Liscont.
E porque estas coisas têm protagonistas, eles devem ser nomeados.
Do lado do Estado, o principal responsável político por estes contratos está em funções e chama-se Mário Lino. A Liscont é do grupo Mota-Engil, que há mais de um ano tem como gestor principal Jorge Coelho. Antes disso, o ex-dirigente e ministro socialista já era consultor do grupo.
Mas até nos processos mais duvidosos se encontram protagonistas dignos.
Neste, é Mariana Abrantes, controladora financeira do Ministério das Obras Públicas à data da auditoria do TC, que nas respostas que dá a esta entidade aponta ela própria a generalidade dos grandes problemas deste negócio para o Estado.
Das duas uma: ou não foi ouvida durante as negociações, o que é no mínimo estranho dadas as suas funções; ou os seus alertas não foram considerados. Vá-se lá saber porquê.
domingo, 26 de julho de 2009
Dia 26 de Julho
Singularmente o comércio parece não ter grande apreço com o dia se o compararmos com o Dia dos Namorados, o Dia do Pai ou o dia da Mãe. Enquanto estes últimos são agressivamente lembrados na tentativa de que alguém compre algo para o respectivo, já no Dia dos Avós a máquina publicitária/comercial não actua, permanecendo estranhamente muda e queda.
Provavelmente o mercado será mais escasso e a capacidade de mobilização de compras para a geração mais afastada seja bem menor.
Este dia foi escolhido para ser o Dia dos Avós pelo facto de os oragos serem respectivamente S. Joaquim e Santa Ana que eram os avós de Jesus Cristo.
Também já nessa época pouco se referenciavam os Avós se tivermos em conta o que as Escrituras mencionam acerca destas duas personagens da vida de Jesus Cristo.
Portanto, não podemos criticar a posição de hoje do comércio ao dar um relevo relativo ao dia.
Como se costuma dizer: Já vem de trás quem nos empurra!
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Dia 22 de Julho de 2009
Já pelo facto de ter este orago começa a ser um dia diferente, pois estamos a falar nada mais nada menos da esposa de Jesus Cristo. Que por acaso também foi mãe, de Sara, que por ser mulher não podia ser o início de algo que apenas os homens achavam que podiam controlar.
Na realidade, este ramo do cristianismo não vai vingar mas temos a N. S. Negra, por o termo na época igualmente identificar a origem egípcia.
Mas o dia de hoje afinal vai também ficar bem célebre!
E também por ser um dia negro, ou melhor dizendo, escuro.
É que no dia de hoje aconteceu um dos muitos eclipses que regularmente envolvem a Terra, a Lua e o Sol.
Até aqui nada de especial a não ser que o eclipse em questão é o do Sol, provocado pela passagem da Lua entre a Terra e o Sol, originando em certos locais da Terra a situação de o Sol que está iluminando a superfície terrestre nessa região ser obscurecido pela interposição da Lua o que origina uma redução da luminosidade da parte diurna do dia, que será relativamente pouca se o mesmo sucede de forma parcial, mas uma perda total da luminosidade nas zonas em que é total, isto é, a Lua durante algum tempo interpõe-se em relação ao Sol de tal forma, que impede a iluminação solar por completo, havendo assim um curto período de noite.
Ora bem, o eclipse total do Sol que se verificou hoje e que era visível nas regiões do Norte da Índia, do centro da China, e no Pacífico Oeste, tinha dois aspectos importantes:
a) Em certas regiões da China, o período de eclipse total durava cerca de seis minutos e quarenta segundos aproximadamente, o que o torna um dos eclipses de maior duração deste período no século XXI;
b) O próximo eclipse de condições similares só voltará a acontecer no ano 2132 no século XXII.
Até lá teremos que nos contentar com outros de duração bem menor.
domingo, 5 de julho de 2009
Matemática: Primos
Nuno Crato
9:00 Domingo, 5 de Jul de 2009Conhecemo-los da escola: dizem-se primos os números inteiros maiores que a unidade e que apenas são divisíveis por si próprios e por 1 - 2, 3, 5 e 7 são primos, enquanto 4, 6 e 8 não o são. Dizem-se primos, não por nenhum parentesco especial mas sim por serem primordiais, por serem os tijolos a partir dos quais se constroem todos os outros números. O teorema fundamental da aritmética diz precisamente que todos os inteiros são decomponíveis de maneira única, aparte a ordem, no produto de primos. O número 12, por exemplo, é o resultado do produto de 2 por 2 e por 3, e não há nenhuma outra colecção de primos capaz de o obter.
Sendo tão elementares que recebem esse curioso nome, pensar-se-ia que os números primos são triviais para os matemáticos, e que estes andariam à procura de segredos em matérias mais complexas. Na realidade, os primos têm-nos intrigado durante séculos e continuam a ser objecto de investigação.
Três séculos antes de Cristo já se sabia da existência de um número infinito de primos. Euclides apresentou nos seus "Elementos" uma demonstração simples e brilhante. Em três linhas mostra que, qualquer que seja a lista de primos que se obtenha, é sempre possível construir um outro: basta fazer o produto de todos os números da lista e somar-lhe 1 - o número que resulta é primo e não estava na lista inicial.
Sabe-se pois que há um número infinito de primos, mas, curiosamente, não se lhes conhece nenhuma fórmula geradora. Distribuem-se aleatoriamente entre os números inteiros, mas fazem-no de forma muito regular. À medida que progredimos na contagem, a sua percentagem entre os inteiros reduz-se de acordo com uma lei simples. Quando procuramos perto do número dez mil, por exemplo, aproximadamente um em cada nove números é primo. Mas quando estamos perto mil milhões, apenas um em cada 21 números o é.
O estudo estatístico dos primos tem-se desenvolvido nas últimas décadas, mercê de meios computacionais cada vez mais eficientes. Sabe-se, por exemplo, que os primeiros dígitos significativos dos primos se distribuem uniformemente. Assim, há aproximadamente tantos primos começados com o dígito 1, como começados com o dígito 2, como 3, e assim sucessivamente até se chegar a 9 (o dígito zero nunca pode ser primeiro significativo).
Há poucos dias, dois matemáticos espanhóis acabaram de descobrir outro facto surpreendente. Se é verdade que os primeiros dígitos significativos dos primos têm todos igual probabilidade, o mesmo não se passa para sequências finitas. Se pegarmos nos primeiros mil primos, por exemplo, encontramos 149 começando com o dígito 1 e apenas 15 começando com o 9. É uma distribuição semelhante à da chamada lei de Benford, que tem sido encontrada em muitos exemplos reais, tais como a contabilidade de empresas, os números de porta de rua e os índices de preços.
Os matemáticos Bartolo Luque e Lucas Lacasa, da Universidade Politécnica de Madrid, num artigo publicado na revista "Proceedings of the Royal Society A" (DOI: 10.1098/rspa.2009.0126), mostram que uma lei de Benford generalizada, que se aproxima da uniforme à medida que o número de casos aumenta, se ajusta bastante bem aos primos conhecidos. É uma lei descoberta por físicos, no decorrer do estudo de processos naturais aleatórios. Reaparece agora no estudo de um tema de matemática pura. O grande mistério do mundo é o da unidade da matemática.