quarta-feira, 22 de abril de 2009

Portugueses Pobres e Coitadinhos ou Norte Americanos no Melhor dos Mundos

Mão amiga fez-me chegar o texto que transcrevo abaixo numa análise às sociedades dos dois lados do Atlântico, nomeadamente a europeia representada por Portugal e a americana representada pelos Estados Unidos.

Embora o texto queira mais mostrar a nossa eterna tendência de sermos pobres, coitados, mártires e humilhados (o melhor exemplo vem do presente primeiro ministro de Portugal nas suas charlas televisivas nos dias que correm) também não podemos aceitar a visão doce e fulgurosa do lado americano, ou será que não há pobreza e miséria social nas grandes cidades dos Estados Unidos?

Se calhar nem tudo é negro neste cantinho do Atlântico Leste, nem tão dourado do lado ocidental do Atlântico!


Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal, o Smith...

Dizia-lhe eu à boa maneira portuguesa de “coitadinhos”:

- Sabes Smith, nós os portugueses somos pobres...

Esta foi a sua resposta:

- José meu amigo, como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capaz de pagar por um litro de gasolina mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade, de telefone móvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços bancários e cartas de crédito ao triplo que nos custam nos EUA, ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 dólares o equivalente 20.000? Podem dar 8.000 dólares de presente ao vosso governo e nós não. Não te entendo.

Nós é que somos pobres: por exemplo, em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal.

E contentes com estes 20% pagais ainda impostos municipais. Além disso, são vocês que têm “impostos de luxo”como são os impostos na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até 300 % do valor original, e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.

Sois pobres onde, José?

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre ganhos por adiantado e bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas.

Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e de Empresas ligadas ao Estado. Deixa-te de merdas José, sois pobres onde?

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3000 dólares ao mês por pessoas, isto é mais ou menos os vossos 2000 €.

Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto que nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

Vocês não são pobres, gastam muito mal o vosso dinheiro.

Que vou responder ao Smith?

Por favor dêem-me sugestões...

Orgulho Português.... Aonde???

Citando um texto de opinião saído no Público a 13 de Abril de 2009, eis que aquilo que mais no afecta de mentalidade vista em termos económicos e não só, pode ser apreciada na obra em questão.

Trata-se de um retrato por quem estando de fora nos vê, sem perder tempo olhando para o espelho e questionando a célebre frase: "Espelho meu...."


A defesa do orgulho português

Criticar, sem passar por antipatriota, e elogiar, sem passar por bajulador, não é fácil à vez e, ainda menos, em simultâneo.

Principalmente se o tema escolhido for a história económica portuguesa no século XX. Talvez a distância (vive no Canadá) tenha o mérito de fazer temperar emoções e razões, mas o facto é que Álvaro Santos Pereira o conseguiu de forma brilhante.

Sendo um académico jovem, o autor estudou e reflectiu sobre um período que ainda é tratado com pinças por muitos veteranos da intelectualidade portuguesa e escolheu uma linguagem viva, com humor e despojada de "economês" para atacar um tema debatido à exaustão.

A ideia base de que parte é que o pessimismo luso não é tanto uma característica inata, mas é sobretudo uma reacção a conjunturas históricas e opções políticas que, muitas vezes, nos fazem desvalorizar a capacidade de fazer coisas extraordinárias e participar do progresso.

A mais longa ditadura europeia do século XX, com o seu isolamento económico e cultural, não é factor de somenos importância. Desde logo, o mito da crise. Portugal tem vivido em estagnação, num crescer "devagar e devagarinho" na ordem do 1% desde 2000; mas antes da hecatombe do final de 2008 já a palavra corria há muito de boca em boca.

"Se a nossa economia crescesse ao mesmo ritmo do pessimismo nacional, seríamos por certo a economia mais dinâmica da União Europeia e estaríamos a viver um milagre económico de dimensões irlandesas", escreve o autor nas primeiras páginas, criticando a falta de confiança, mais perniciosa que a falta de meios ou de criatividade.
Num primeiro momento, Santos Pereira analisa as causas dessa estagnação (burocracia, sistema judicial inoperante, sistema educativo desfasado), com grande enfoque no regime salazarista e no impacto da descolonização. Depois, descreve exemplos de "campeões nacionais" e as razões do seu sucesso. Finalmente, a receita para cortar de vez com o pessimismo vem na segunda metade do livro: lutar contra as regras fundamentalistas de Bruxelas (sobretudo no que ao défice diz respeito), deixar para mais tarde obras faraónicas e de retorno duvidoso como o TGV para aplicar as verbas no turismo ou no parque escolar, e apostar numa estratégia AEIOU. O acrónimo para esta "receita pouco mágica" traduz-se em Arriscar mais, Educar melhor, Inovar mais, Organizar mais e melhor, Utilizar melhor as nossas vantagens comparativas.

Em suma, a solução é transformarmo-nos (como o próprio) em optimistas realistas e dar atenção a exemplos como o de Belmiro de Azevedo , construtor do império Sonae.

O empresário, que assina o prefácio, partilha da visão do autor: "A haver um projecto nacional para contrariar o medo colectivo, este deverá ser novo e diversificado, extremamente inovador e, sobretudo, deverá perseguir objectivos adequados à nossa ambição".

Uma nota para dizer que se sente falta de mais reflexão sobre a década que mediou entre o pós-25 de Abril e a adesão à UE - um período vital na construção da "personalidade" lusa, mas talvez fique para outra obra. Para já, este livro dá-nos muito e bom material para pensar sobre o país e o mundo em que vivemos, quase sempre com um sorriso a fugir-nos da boca.

O medo do insucesso nacional

Autor Álvaro Santos Pereira

Editora A esfera dos livros

Páginas 326

Preço 17 euros

Isabel Marques da Silva/José Vegar

domingo, 19 de abril de 2009

Demonstração Plena

Parece exactamente um daqueles casos onde o provérbio se aplica perfeitamente.

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço!

No caso presente é mais digno de nota porque durante meses a senhora em questão fartou-se de invectivar os automobilistas porque todos eram infractores da pior espécie.

Afinal, era mesmo. TODOS o eram, inclusivé a senhora em questão.



Regional
Radar apanha Governadora Civil em excesso de velocidade em Portimão


Isilda Gomes

A governadora civil de Faro foi ontem apanhada em excesso de velocidade, apesar de ser a principal dinamizadora da campanha de combate à sinistralidade rodoviária na região do Algarve, noticia o Correio da Manhã.

O jornal acrescenta que Isilda Gomes «foi apanhada pelo radar da GNR a circular a mais de 87 km/hora no Sítio do Malheiro, à saída de Portimão, zona onde o limite é de 50 km/hora por ser cercada por casas e ter várias passadeiras para peões».

O Correio da Manhã acrescenta que Isilda Gomes assumiu a este jornal ter cometido a infracção grave, punível com 120 euros de multa e uma pena acessória de um a 12 meses de inibição de conduzir.

«Quem nunca errou que atire a primeira pedra», reagiu, quando confrontada pelo jornal, acrescenta o CM.

A governadora acrescentou, segundo o CM, «que será punida como qualquer outro cidadão, porque entende que 'ninguém está acima da lei'.

Apesar da multa que, assegura, irá pagar, diz louvar o trabalho das autoridades que estão 'a cumprir os objectivos'».

18 de Abril de 2009 11:35barlavento

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Citações de Salazar

Com a devida vénia transcreve-se um texto de José Pacheco Pereira, publicado na revista Sábado, sob o tema em título:



José Pacheco Pereira


Citações do presidente Salazar

No meio deste surto de Salazar nas livrarias, nos vídeos e, a prazo chegará ao cinema, apareceu nas livrarias um livro preto de citações do presidente Salazar. Não se chama assim, porque seria muito maoista e lembraria o Livro Vermelho de Citações do Presidente Mao Zedong, mas não estão tão distantes um do outro como possa parecer.

Mas, dito isto, é de leitura obrigatória, e sabem que quem recomenda esta leitura não tem qualquer visão idílica do ditador, nem sequer as que correm hoje, revistas pelo tempo e traidoras à memória. Eu sei muito bem quem foi Salazar e o que significou a longa ditadura de 48 anos, fonte de muitos dos nossos atrasos e, pior do que isso, dos nossos piores atavismos, que ou fomentou ou gerou. Mas nenhuma história é a preto e branco, nem sequer linear, e Salazar não é a encarnação do Mal, e se o é, muito do mal também era nosso, dos portugueses, do país, da nossa complacência nacional.

Isso não o desculpa, mas ajuda a explicá-lo.

Uma das coisas interessantes das citações, que são sempre ilusórias, porque seleccionam o melhor e deixam pelo caminho, muita rama inútil, onde se esconde muita asneira, é revelarem o Salazar agudamente conhecedor do seu país, dos portugueses, inteligente até dizer não, e cínico até dizer sim e não e talvez. Cínico como poucos, e é no seu cinismo que mais brilha a inteligência e o conhecimento.

Veja-se o que escreve sobre os jornais, a censura, a propaganda e como Salazar parece um teórico actual do marketing político.

Com palavras dele, escreveu António Ferro:“a opinião pública é indispensável ao governo dos povos, constitui por vezes um grande estimulante, mas nunca se deve perder, a bem da sua própria saúde, o controle da sua formação”

E suspeito que o nosso Primeiro-ministro pensa exactamente o mesmo.

Claro que o que “parece, é”, mas o problema é que o “parece” acaba por ser puído pela realidade, sejamos nós capazes de ter ainda uma remota relação com ela.

Veja-se o célebre discurso do “não discutimos”. “Não discutimos Deus e a virtude”, “não discutimos a autoridade e o seu prestígio”, etc, etc, A verdade é que o “não discutimos” acabou por ser no quotidiano uma outra coisa. A Censura encarregava-se de que não “discutíamos” a pobreza, a miséria dos “indígenas” das nossas colónias, a circulação entre os governantes e as grandes empresas (ainda hoje há quem acredite que no tempo de Salazar não existia...) , a corrupção, a repressão, e a míriade de pequenas coisas, a pederastia, as violações, os “acidentes com armas de fogo” (vulgo suicídios), a incúria pública que gerava acidentes mortais, as prepotências contra os trabalhadores, a africana taxa de mortalidade infantil, o reino infinito das cunhas, etc, etc.

http://www.youtube.com/watch?v=rEIiE46A3rw

E certamente que nos impediria de ver no filme de propaganda acima, que as tropas parecem de opereta, e o melhor sinal do “progresso do país”, são uns guindastes que os alemães tiveram que nos dar para reparação de guerra, obra dos negregandos republicanos de antes do 28 de Maio.

As citações são muito interessantes e quase sempre certeiras, mas Salazar era mais do que as suas citações, era o poder de as impor pela força, num reino mais de fancaria do que de gloriosa Nação, que não podíamos “discutir”.

sábado, 4 de abril de 2009

Declaração de desinteresses

Com a devida vénia transcreve-se o texto da autoria de Alberto Gonçalves na revista Sábado de 2 de Abril:

Declaração de desinteresses

Através do seu advogado, o eng. Sócrates jurou processar por difamação quatro quintos dos media que o rodeiam. E acrescentou: logo que acabe a investigação ao caso Freeport.

Noutras circunstâncias, perguntaria: qual investigação? Nestas, pergunto: qual caso Freeport? Que eu saiba não existe caso nenhum, mas uma "campanha negra" concebida por almas vis a fim de sujar a honra de Sua Excelência, o primeiro ministro de Portugal. O que aquela baixa gente não sonha é que há honras que, como a roupa sujeita a Presto, são à prova de sujidade. A de Sua Excelência é uma delas, para felicidade dos portugueses que não fazem da ingratidão modo de vida.

Modestamente, incluo-me nesse grupo. E não, não é o receio de represálias que me move: é o orgulho. Querem que imite os alcoólicos anónimos ? Eu imito: chamo-me Alberto e tenho orgulho no eng. Sócrates. O único problema é que a palavra não exprime metade das emoções que Sua Excelência me suscita. "Devoção" seria mais adequado.

Ainda assim, não chega para definir o que sinto quando Sua Excelência salva empresas que a economia decreta falidas, ou excomunga o "liberalismo selvagem" em que os mortais nunca repararam, ou aplica o intervencionismo estatal que os livros garantem desastroso, ou reivindica a modernização de um país que o país imagina afundar-se a ritmo acelerado, ou, sobretudo, afirma a verticalidade de uma carreira que aos pobres de espírito parece uma sucessão de trapalhadas.

O líder competente vê além das aparências. O Líder excelso, por sorte o nosso, vê além dos factos.

Eis porque desperta a inveja do mundo em geral e da imprensa em particular, os quais Sua Excelência arrasará legitimamente em tribunal.

Note, porém, que na SÁBADO tem uma página dedicada a louvá-lo, e no seu autor um criado e, se necessário, uma desinteressada testemunha de acusação.

terça-feira, 31 de março de 2009

Os Vikings foram os primeiros oceanografos ?

Com a devida vénia transcreve-se o artigo da NewScientist relativo ao assunto onde se vão confirmando que as "sagas" que pertencem ao passado Viking devem ser tomadas com atenção pois mostram-se como verdadeiros primeiros relatos da oceanografia da área do Atlântico que envolve as costas do NW da Europa, NE da América, Gronelêndia e Islândia.


Sagas reveal Vikings were 'first oceanographers'
24 March 2009 by Eric Scigliano
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Norse pioneers chose where to settle by following signs from the god Thor, but the practice was based on sound science too (Image: Bridgeman Art Library/Getty)
When Hallstein son of Thorolf Mostbeard found a suitable homestead on Iceland, he sacrificed to Thor, imploring the god to provide the ceremonial high seat posts he needed to complete his great hall. Evidently Thor heard: a mighty log washed ashore, big enough to supply seat posts for all the settlers round about. Years earlier, when Hallstein's father and other Norse pioneers sailed for Iceland, they had found themselves in the opposite fix. They had brought seat posts from home but needed a good place to settle. As they approached Iceland, they tossed their precious posts overboard and followed them to the places Thor supposedly chose for them. But the two prayers had something in common: the same sound ocean science underlay them both.
OLD Kveldulf knew it was time to get out of Norway. He had pushed his luck by refusing to swear allegiance to Harald Tanglehair - a king not to be trifled with. When the king slew his son Thorolf, Kveldulf went berserk. He and his surviving son Skallagrim ambushed two of the king's emissaries, killing them and 50 companions, and fled to sea.
Luckily, safer shores awaited them. This was the 9th century and Norsemen had lately begun to settle Iceland, a thousand kilometres to the west. As they sailed, though, father and son's ships became separated. Exhausted by his killing spree, Kveldulf felt his strength slipping away, as the Norse sagas tell us often happens to berserkers when they come down. When he felt he was close to death he instructed his companions to "make me a coffin, and put me overboard" that he might "come to Iceland and take land there", and to tell his son "that if he reaches Iceland and I am there already, to make himself a home as close as possible to the place where I have come ashore". They obeyed, and later chanced upon the coffin washed up in a creek entering the firth called Borgarfjord. Skallagrim dutifully built his farmstead there and prospered.
Strange as his last wish might sound, Kveldulf was not merely exercising an old man's whim. He was following what was already a hallowed tradition among Norse explorers, a tradition that made oceanographers of Kveldulf and his fellow Vikings.
The practice goes back to the first recorded Norse settler in Iceland: Ingolf Arnarson, who fled Norway in 874 after a killing. As Ingolf approached the island, he threw his öndvegissúlur, his high seat posts, overboard. This was no frivolous gesture; these pillars, often carved with an image of the god Thor, framed the high seat in a Norse great hall where the master of the house sat, and were infused with totemic power and family symbolism. But Ingolf had no intention of losing his, any more than Kveldulf had of being lost. He landed on Iceland's south coast and sent his slaves westward to find the posts. Where they found them, he made his home - at Reykjavik, Iceland's capital to this day.
As more fugitives and emigrants followed Ingolf, seat posts and other precious wooden objects flew off the longboats. Bjorn Ketilson, who was also fleeing King Harald's wrath, found his posts - and settled - where the steep walls of Breidafjord opened onto an appealing beach. His sister Unn the Deep-Minded, shipwrecked at Vikrarskeid, overwintered with her brother and then found her seat posts at the head of Hvammsfjord, near today's village of Hvamm. Hasteinn Atlason jettisoned his setstokkar, the partition beam from his old hall, and followed it to his new home.
What prompted the Vikings to risk their precious heirlooms this way? The tale of Thorolf Mostbeard, recounted in the Eyrbyggja saga, offers one explanation. Thorolf, a "great friend" of Thor, was obliged to flee after he sheltered Bjorn Ketilson from King Harald. He made a sacrifice and asked Thor what he should do. Sail for Iceland, the thunder god replied. Cast your seat posts upon the waters and follow where I take them. Thorolf obeyed and, where the posts washed up, he built a great temple dedicated to Thor and declared the site a sanctuary where killing and defecation were strictly forbidden. Alas, one faction among his successors refused to observe the second of these prohibitions, and the faithful non-defecators drove them off in a fierce onslaught.
Cast your seat posts upon the waters and follow where I take them, replied Thor
For a millennium after these accounts were recorded, they lay buried in the sagas. Then, in 1962, in an otherwise conventional doctoral dissertation on the waters around Iceland, a young oceanographer called Unsteinn Stefansson re-examined the tales. The jettisoned posts, he wrote, were the "drift bottles" of their day, markers that helped the settlers discern the currents around Iceland.
Stefansson's insight might likewise have been filed and forgotten, except that soon afterwards he visited the University of Washington in Seattle and presented a leather-bound copy of his dissertation to oceanographer Cliff Barnes. Barnes had a particular interest in North Atlantic drifters: during the second world war he had helped allied convoys thread the safest route between the icebergs and German U-boats by tracking the icebergs that calved off Greenland.
In the 1980s, Barnes was incapacitated by Alzheimer's and his protégé Curt Ebbesmeyer inherited his papers. Ebbesmeyer (with whom I've written a book, the forthcoming Flotsametrics and the Floating World) came across Stefansson's dissertation and decided to follow the clues he had left. Delving further into the sagas and the minutiae of Icelandic geography, he plotted the drift routes of Kveldulf's coffin and sundry seat posts and reached a surprising conclusion.
The Icelanders knew well what treasures the currents could carry. They collected sea beans, floating seeds from tropical America widely believed to bring good luck, and washed-up logs from Siberia and the Americas. Such wash-ups can be vital to those who live on islands with limited supplies of timber. Even on the relatively lush Hawaiian islands, Polynesian kings needed drift logs from America's west coast to build their giant war canoes. The esteem in which such flotsam was held is evident from the account of one 19th-century missionary to Hawaii, Titus Coan. He wrote how a native assistant helping to translate a Pauline epistle stumbled over the word "virtue" until he found a Hawaiian equivalent - "a stick of Oregon pine".
Driftwood was needed even more on nearly treeless Iceland and the washed-up seat posts marked beaches where it accumulates. "Wood follows wood," says Ebbesmeyer. Other valuable flotsam, such as beached whales, concentrated there and marine mammals also took advantage of the currents to haul out. Kveldulf's son Skallagrim found that the firth where his father's coffin washed up offered "seal-hunting in plenty, and good fishing".
Thor's instructions were "sound practical oceanography", says Ebbesmeyer. After plotting their jetsam's arcing drifts around southern and western Iceland, he believes the Vikings deduced that a current circled the entire island, the first recorded discovery of an oceanic gyre. "I'd have to call the Vikings the first oceanographers."
The idea is so practical that Ebbesmeyer thinks the Norsemen probably practised the same sort of oceanographic observation in Norway, although he hasn't found any evidence. He hopes others will follow the trail Stefansson began when he dared to open his dissertation with data derived from ancient tales generally dismissed as legend. "It was brave of him," says Ebbesmeyer. "Even anthropologists did not take the sagas seriously. They did not believe the sagas when they said that Vikings had reached America. Then the discovery of the Viking settlement at l'Anse aux Meadows changed all that. We need to listen to the sagas more carefully."
Perhaps future discoveries of far-floating seat posts will pique rather more interest. So many eddies spin off the currents circling Iceland that Ebbesmeyer thinks most jettisoned artefacts would have been borne away from the island to Norway, to North America and, via the Norwegian and North Atlantic Currents, to the Arctic, where some may have lain a thousand years encased in ice. Now the Arctic is thawing. Perhaps Thor's drifters will emerge to beckon future emigrants - refugees from a baking planet rather than a vengeful king - to new homes in the once-frozen north.

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sábado, 28 de março de 2009

Mais Magalhanês

Do Expresso de 28 de Março transcreve-se, com a devida vénia, o seguinte excerto:


Ministra rejeita responsabilidade
Questionada esta semana no Parlamento sobre a falta de controlo de qualidade dos programas inseridos no 'Magalhães', a ministra da Educação negou que esse trabalho não tivesse sido feito e atribuiu responsabilidades aos produtores de conteúdos e à JP Sá Couto.
"Os conteúdos foram todos verificados no início do programa e-escolinhas, em Agosto e Setembro. O que se passou é que, entre esse momento e o momento actual, na relação entre os produtores de conteúdos e o produtor do computador, confiámos nas instituições e não achámos necessário estar permanentemente a fazer o controlo", justificou Maria de Lurdes Rodrigues.
Depois da última revisão, acrescentou a ministra da Educação, o ME percebeu que tinham sido inseridos no Magalhães "muitos mais conteúdos e versões do que os que tinham sido validados" pela tutela.
As explicações não coincidem, no entanto, com as que foram dadas no início da polémica por Teresa Evaristo, da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), organismo tutelado pelo Ministério. Na altura, a subdirectora da DGIDC assumiu ao Expresso que não tinha havido capacidade para verificar todos os conteúdos. "Nós analisamos o interesse educativo, se são adequados à idade, programa e currículo. Tivemos a preocupação de ver os menus iniciais deste programa, mas não vimos as instruções (onde estão os erros)", disse.

Teria sido mais curial a ministra ter afirmado que, como não tinha sido feito concurso público para o fornecimento dos Magalhães a distribuir, ou seja não era dona dos aparelhos, não tinha qualquer autoridade para exigir fosse o que fosse.

Assim todos teríamos entendido e falava-se português corrente que todos podem entender, pois " A CAVALO DADO NÃO SE OLHA O DENTE ".

Já se os Magalhães tivessem sido adquiridos pelo ministério a ministra teria toda a autoridade do mundo como comprador de exigir condições ao que estava adquirir.

Logisticas do Magalhães

A revista Sábado na sua edição de 19 de Março publicava no seu editorial o seguinte texto que com a devida vénia transcrevemos:


Há Magalhães mas não há tomadas

O Governo está empenhado em distribuir computadores pelas escolas do País a um preço consideravelmente abaixo do preço de mercado. É louvável. Mas não é tudo.

Antes convém lembrar alguns detalhes seguramente insignificantes. Primeiro, a parte pedagógica. É claro que qualquer professor sabe utilizar um computador pessoal em casa: recorre ao Word, navega na Internet, até pode preparar apresentações. Mas daí a saber usar um computador para dar uma aula produtiva a alunos com outros computadores em cima das secretárias vai uma diferença grande.

Se o Governo quer distribuir Magalhães para os estudantes jogarem jogos, pode descarregá-los aos caixotes pelo País; se quer que as aulas melhorem, se modernizem e recorram à informática de forma eficaz, ajudava se envolvesse os professores, fizesse acções de formação a sério e lhes explicasse como tirar proveito pedagógico das novas tecnologias.

Depois , há a parte burocrática. Não adianta nada distribuir 10 computadores por escola, e deixar 90 alunos em lista de espera, só para se dizer que os Magalhães estão a chegar a todo o País. Ou os computadores vão sendo entregues escola a escola e os professores começam a utilizá-los à medida que a grande maioria dos alunos de cada turma os recebe, ou servem apenas para alimentar as acções de marketing do Governo.

Finalmente, resta a parte do simples bom senso. Oferecer Magalhães a estudantes que frequentam salas de aula onde não há mais do que uma tomada na parede é o mesmo que dar um vídeo a alguém que não tem televisão. E não se trata apenas de falta de tomadas. Trata-se de salas sem aquecimento, dentro das quais chove no Inverno e em que não se aguenta o calor no Verão. São escolas feitas de barracões, muitas das quais sem condições mínimas - mas onde todos os alunos vão ter um computador.

É o provincianismo no pior nível, a ausência de prioridades, o novo riquismo de quem nem sequer tem dinheiro. É a melhor maneira de matar uma medida que tinha tudo para resultar.

domingo, 15 de março de 2009

Aprender + Aprender

Mais uma história da vida e mais uma análise acerca dos caminhos da aprendizagem.

Embora se possa não concordar com algumas fases de um tipo de ensino meramente por repetição e por arte de "decorar", também não se pode concordar com a actual "escola" do aprendeu está aprendido.

É necessário voltar a atrás e tornar a reler, a apreciar determinado tema para solidificar o adquirido.

Este voltar atrás pode significar, e normalmente assim é, uma nova abordagem do tema segundo uma nova perspectiva e daí não só consolidar o que já foi adquirido, como melhorar e aumentar o conhecimento sobre o mesmo.

E é assim que o fazemos ao longo da vida! Aprender até morrer!

Por muito que isto custe a certa "inteligência" do ME.


http://aeiou.expresso.pt/praticando_praticando_praticando=f502729#commentbox

sábado, 14 de março de 2009

Simplesmente SIMPLEX

Transcreve-se parte do editorial da revista Sábado no seu número 254 (12-18 Março) sendo que o texto fala tudo por si.

»»»»»»»
Cada Inovação tecnológica do Governo é mais uma intromissão na vida privada dos cidadãos.

Primeiro foi o "chip" nas matrículas, depois o projecto de Laurentino Dias para pôr toda a gente a fazer marcha e maratona no futuro, agora é o cartão do cidadão.

Ao Governo não bastava criar um cartão único que juntasse todos os dados de identificação dos cidadãos. Era preciso mudar-lhes o nome. Em vez de se limitar a renovar o bilhete de identidade, o cartão de contribuinte e o passaporte com o nome que lá consta, o Governo do simplex resolveu pesquisar as cédulas de nascimento de cada um, investigar como se escreviam os nomes próprios no ano em que os cidadãos nasceram e adoptar a grafia em vigor na época.

É um exercício suficientemente esquizofrénico de burocracia, mas são as novas regras em Portugal.

Incomodada com as perguntas e perplexidades dos jornalistas e dos cidadãos que viram os nomes próprios alterados ao fim de 50 anos, uma fonte administrativa fez o favor de esclarecer que só muda quem quer. O Governo tem uma alternativa para quem protesta: os cidadãos descontentes são convidados a mergulhar numa nova dimensão de complexidade - deslocam-se com tempo a uma conservatória, solicitam um novo averbamento do nome, aguardam uns dias, regressam à conservatória, recolhem o nome averbado, emigram para a Loja do Cidadão e pedem a emissão de um novo cartão do cidadão.

Por tudo isto são convidados a pagar mais 12 euros. Burocracia? Nãaaaa. É o novo mundo do simplex.


»»»»»»»


Simplesmente exemplar!!!!

Não há tempo para resolver os verdadeiros problemas, mas sobra em disponibilidade em criar labirintos sem qualquer utilidade.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Falha Humana

Desde sempre que esta era a justificação ou a tentativa de causa de qualquer acontecimento de difícil explicação.

Quando era difícil explicar tecnicamente ou cientificamente a causa de determinado acidente ou problema, só se apresentavam duas soluções:

- ou era inexplicável, caindo no mundo do BRUXEDO.

- ou era atribuído a falha humana.

A primeira solução é aquela que seria mais curial de ser aceite, pois o desenvolvimento do saber pode não ser suficiente para em determinado momento poder desenvolver a causa específica para determinado facto ou acontecimento.

Claro que isto não obsta a que, em desenvolvimento posterior, a causa específica venha a ser encontrada, libertado o caso de toda a carga mágica, de inexplicável, de sobrenatural que continha, passando a ser logicamente explicável a relação de causa e efeito.

Ainda recentemente foi esta a resposta que deram a um presidente de um país quando perguntou acerca do desaparecimento de um natural seu. Por acaso, passados alguns dias, em desenvolvimento posterior das circunstâncias da investigação foi possível referenciar a relação de causa-efeito e encontrar a explicação que solucionava o mistério.

A segunda solução é, infelizmente, a mais adoptada pelo facilitismo que traduz e especialmente se o principal actor já não pertence ao mundo dos vivos e como tal não pode protestar.

E a tendência para usar esta solução é de tal forma grande que chegamos ao ridículo de apontar tal tipo de causa para algo que foi originado apenas por desleixo, por incúria, ou por falta de profissionalismo.

Nos tempos actuais o chamado brio profissional anda pelas ruas da amargura, face aos aspectos economicistas da sociedade actual, e portanto o que impera é a ausência do mesmo, o facilitismo, o deixa-andar, o que é preciso é safar a enrascada!

Só assim se pode compreender o incompreensível!!!!!

É que esta de atribuir a FALHA HUMANA o amontoado de erros de Português de que os vários programas e instruções do tal "Magalhães" só seria possível na actual filosofia dos actuais governantes.

E é a estas "FALHAS HUMANAS" que os pais deste País têm que entregar o futuro dos seus filhos!

Talvez neste momento sejam mais que válidas a palavras de Jesus Cristo num dos seus momentos finais:

"PERDOA-LHES, PAI, QUE ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM".

terça-feira, 10 de março de 2009

Aquacultura substituirá a falta de capturas ?

Será que a falta de recursos que se sente na captura vai ser resolvida pela aquacultura?

Para mais pormenores:

Aquaculture May Replace Wild Fish Stocks: Scientific American

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sábado, 7 de março de 2009

O "MAGALHANÊS"

Com mágoa, vamos assistindo ao festival de educação que os actuais dirigentes conduzem o futuro deste País.

Os casos são tantos, as "intenções" são tantas, que já nem o aspecto jocoso que se pode obter no link abaixo, servem para amenizar.


http://aeiou.expresso.pt/o_festival_de_asneiras_do_magalhaes=f501580

domingo, 1 de março de 2009

Previsões Marxistas

Transcreve-se, com a devida vénia, o texto publicado no Público de 27 de Fevereiro da autoria de Carlos Fiolhais.

Os recentes casos de citações feitas por gente importante no nosso reyno, gente impoluta ou caso contrário não estariam na política, são bem o exemplo de que os focados não são únicos no Mundo.


Minha crónica no "Público" de hoje:

Neste tempo de rápido “corta-e-cola” de e na Net, tendo sido abandonada a verificação da fiabilidade das fontes, o disparate circula a uma velocidade muito grande, crescendo e multiplicando-se à medida que avança. Uma boa ilustração é a notícia que vem no El País de 22 de Fevereiro passado, sob o título “Marx não disse isso”. Cayo Laro, o líder da Esquerda Unida (força política, com origem no Partido Comunista, que nas eleições espanholas de 2008 obteve quase um milhão de votos), quis sublinhar a actualidade do pensamento de Karl Marx com a leitura, numa reunião do seu Conselho Político, de uma previsão do filósofo alemão que, embora fosse de 1867, parecia ajustar-se como uma luva à actual crise económica:


“Os proprietários do capital estimularão a classe trabalhadora para que comprem mais e mais bens, casas, tecnologia cara, empurrando-os a contrair dívidas cada vez maiores até que a dívida se torne insustentável. A dívida por pagar levará à bancarrota dos bancos, os quais terão que ser nacionalizados”.

A profecia batia demasiado certo. E, quando a esmola é grande, o pobre deve desconfiar. Mas Laro, talvez por excesso de voluntarismo, não desconfiou. Desconfiaram, isso sim, muitos leitores, alguns dos quais concluíram rapidamente que a citação era falsa e que se tinha vindo a propalar pela Net a partir de um jornal satírico norte-americano. Era como se alguém tivesse levado para a reunião cimeira de um partido um texto recortado do Inimigo Público. O sítio malaprensa.com, que aponta o dedo a erros da imprensa espanhola (bem poderia o sítio tornar-se ibérico!), publicou uma nota com o esclarecedor título “Marx não era Nostradamus”. E o dirigente viu-se obrigado a pedir desculpa pelo erro.

Errar é humano e as desculpas devem ser dadas a quem, contrito, as pede. Contudo, o mais extraordinário está a seguir na notícia do El País. Um outro dirigente da Esquerda Unida não se coibiu de comentar: “Pode ser que Marx não tenha dito isso, mas decerto que o pensou”. E, tendo analisado à lupa O Capital, encontrou algo vagamente parecido: “Num sistema de produção em que todo o processo produtivo se baseia no crédito, quanto este cessa de repente e só se admitem pagamentos a pronto, tem de haver imediatamente uma crise...” Mas Marx não disse que a história se repete, primeiro como comédia e depois como tragédia. Embora parecido, disse outra coisa.

Este episódio ensina-nos, pelo menos, duas coisas. Em primeiro lugar, o enorme perigo que corre quem se dedica ao corte-e-cola. Infelizmente, as nossas escolas não têm feito o suficiente para dissuadir os infantes dessa prática. O "Magalhães" vai ampliar o processo de imbecilização em curso, assente no corta-e-cola indiscriminado. Vão proliferar entre nós os textos apócrifos, como a crónica falsa de Eduardo Prado Coelho sobre o chico-espertismo nacional ou as fontes bastante originais de João César das Neves sobre a nossa economia (inventou há tempos uma fundação alemã e um relatório dela que tem sido citado). Em segundo lugar, ensina a facilidade com que uma forte vontade pode iludir a realidade. Se não é verdade podia muito bem ser... Num filme dos Irmãos Marx, os famosos comediantes americanos, um deles diz que um quadro está numa casa ao lado. E outro responde: “Mas aqui ao lado não há nenhuma casa!” Réplica do primeiro: “Não faz mal, nós podemos construir uma”.

A propósito dos Irmãos Marx, não resisto a colar aqui um texto de Groucho, que em 1963 também previu a crise. Invoco como atenuante o facto de não o ter copiado de fonte anónima da Net, mas sim do livro Memórias de um Pinga-Amor (Assírio e Alvim, 1980), cuja autenticidade confirmei:


“Nos velhos tempos, quando as pessoas eram pobres viviam pobres. Hoje vivem ricas. Já discuti isto com inúmeros assalariados de oito-a-dez-mil-dólares-por-ano e, na maior parte dos casos, admitem que quase tudo o que possuem não lhes pertence - os automóveis, as televisões, as casas, as mobílias. A filosofia deles parece ser: Que se lixe – podemos morrer amanhã!“

Fonte da Figura: http://mentesbrilhantes.files.wordpress.com/2008/09/bralds_marx-s-2.jpg

Posted by Carlos Fiolhais

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sopas de Pedra: Cocaria

Sopas de Pedra: Cocaria

Um delicioso texto da vida calma, mas trabalhosa, bem vivida na planície alentejana, das suas gentes e do seu modo de levar a vida.

Sendo que a zona onde tal se inscreve é não só forte em largos espaços, planos, como também em termos climáticos, os que nela labutam criaram formas de vida apropriadas não só a estes factores mas também aos condicionamentos da sociedade.

Hoje a maior parte destes momentos desapareceu na voragem da modernidade que o progresso arrasta, bem como as alterações que a sociedade veio sofrendo.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Galileu em ano de Darwin (Expresso Primeiro Caderno, 14 Fev 2009, Page 22)




Galileu em ano de Darwin

Expresso Primeiro Caderno
14 Fev 2009

Comemoram-se este ano dois gigantes da ciência. Passam 200 anos sobre o nascimento de Darwin e 400 sobre as primeiras observações telescópicas de Galileu. As comemorações de Darwin começaram em plena força, com uma extraordinária exposição na...leia mais...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Portugal Hoje e com Cristiano Ronaldo

Do comentário habitual de domingo no Público da autoria de António Barreto estrai-se o seguinte passo do seu texto de hoje que abaixo se transcreve.

Que o Português seja capaz de interpretar e perceber a mensagem.



Durante décadas, Portugal foi um país singular. Distinguia-se dos outros. Pelo analfabetismo, pela pobreza, pela duração de uma ditadura, pela censura, pela polícia política e por outros feitos de igual calibre. Gradualmente, o país foi-se transformando e foi ficando "um país como os outros". Com cada vez menos "história", que, como terá dito Tolstoi, é o próprio das pessoas felizes. Com bons e maus, excelentes e péssimos. Com estúpidos e inteligentes, como em todo o sítio. Com êxitos e falências, como deve ser. Só se espera que seja sempre assim. Sempre e cada vez mais. Que os portugueses não queiram de novo distinguir-se! Que ambicionem pelo dia em que, sem prémio Nobel, a maior parte dos alunos tenham notas decentes a Matemática e Português. Que lutem pelo dia em que um processo no tribunal não dê, durante anos, notícias em todos os jornais do mundo, mas que, simplesmente, chegue à sentença sem ter história. Que trabalhem o necessário para que não tenham os mais baixos rendimentos da Europa. Que sejam habitualmente recompensados ou punidos, quando merecem. Nesse dia, talvez outro Cristiano volte a ganhar. E outros indispensáveis heróis surgirão. Mas o disparate que se seguirá será bem menor.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Portugal e o MAR

Pelo seu elevado interesse e potencial, para um País à beira mar plantado, transcreve-se a seguir um texto publicado no jornal "Público" em 11 de Janeiro de 2009:


Carta aberta

A MAIS URGENTE OBRA PÚBLICA: EXPORTAR MAR

Joaquim Ferreira da Silva*

O Presidente da República sublinhou na sua mensagem de Ano Novo que Portugal terá, no aumento das exportações, um dos trunfos para vencer a grave crise económica que se está a abater sobre todos nós. Sabemos que nos endividamos cada vez mais no estrangeiro, ao exportar cada vez menos do que se importa.

Será nas actividades do Mar que o nosso Pais poderá, em pouco tempo, se lançarmos mãos à obra, encontrar as riquezas para exportar que nos salvem dum naufrágio.

O mar está à porta dos portugueses. As actividades a ele inerentes podem minguar, crescer, paralisar, reduzir-se ou imobilizar-se, mas o Mar está e estará sempre no mesmo local.

Não se desmonta, não vai à falência, não se embala e transfere para países do terceiro mundo, não parte à procura de mão-de-obra barata; está lá sempre à nossa espera, a aguardar que lhe captem as suas potencialidades.

O País encontra-se sobre um precipício e nele cairá se não ampliar rapidamente as suas exportações. E essa ampliação só será alcançada se os estrangeiros as quiserem comprar.

E só compram aquilo que não tiverem melhor e mais barato. E o que fazer para tal objectivo?

Investir nas actividades e produtos inerentes ao Mar onde seja urgente, a saber:

- O Turismo - O turismo de qualidade, de apetência, de satisfação e prazer. No lazer, no entretenimento, no ambiente da natureza, nos desportos náuticos, enfim na valorização e desenvolvimento harmonizado e sustentado de todas as estruturas que na beira mar e na orla costeira podem atrair os visitantes e deixar neles o gosto de voltar.

- Os Portos - Os nossos seis portos principais devem ser adaptados, equipados e preparados para as actividades da nova geração dos grandes navios. Rentabilizados na mobilidade das mercadorias e dos turistas que por eles passem ou que possam ser transferidas para portos estrangeiros (exportadas) restaurando e modernizando as degradadas estruturas e vias de comunicação. Ampliados nas suas ofertas de docas e marinas de recreio.

- As Pescas - As pescas podem e devem, dentro dos condicionamentos da União Europeia (UE), orientar-se para as espécies de maior valor rentabilizando todos os seus produtos na maior aplicação possível ao acondicionamento (conservas e outros em imagens atractivas) para exportação. Modernizar as suas frotas. Valorizar as suas tripulações. Minimizar os desperdícios. Aperfeiçoar a manutenção, conservação e reparação das unidades e das artes.

- Os Estaleiros - Os estaleiros quer de construção quer de reparação naval devem ser ampliados e equipados de modo a construir rapidamente unidades modernas e competitivas para o comércio marítimo, para as pescas e para o recreio. Com especial incidência na procura dos mercados dos países da CPLP. Exportar um navio equilibra tanto a balança de pagamentos como exportar 10.000 carros.

- As Investigações e Conhecimento Científico das Ciências do Mar - As Ciências dos MAR e os organismos que as dinamizam devem receber melhores meios humanos de investigação e ensino, melhores equipamentos laboratoriais e ficar mais facilitados a todos os elementos estrangeiros que os desejarem frequentar de modo a se alcançarem nas suas instalações os mais actualizados estudos e investigações nas Ciências Marinhas.

- As Riquezas dos Fundos Marinhos - A actividades de pesquisa aos fundos do mar devem incidir num rápido planeamento das riquezas minerais nele existentes; nas riquezas arqueológicas e na capacidade das actividades subaquáticas desde as cientificas até às de cinema e vídeo.

Para levar à prática a execução de todas as actividades, acima referenciadas, deve ser instituída UM LISTAGEM urgente das mesmas (quer públicas quer privadas) e constituído um Fundo de pelo menos 20 mil milhões de Euros que seriam atribuídos de acordo com a ordem prioritária da referida lista das obras públicas rentáveis e de garantia sustentável futura aos empregos a criar.

De imediato os projectos do TGV, do novo aeroporto de Lisboa, da 3º travessia do Tejo, e das auto-estradas planeadas, para menos de 100 quilómetros das existentes, seriam colocados no final da referida listagem.

Se conhecerem outro projecto para melhor e mais rapidamente reduzir o tremendo défice comercial que nos vai afogar a todos apresentem-no. Está nas vossas mãos.

* Capitão da Marinha Mercante

Membro da Secção Transportes de Sociedade de Geografia

Membro da Academia de Marinha

Presidente da Fundacion TECNOSUB-Tarragona

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sábado, 10 de janeiro de 2009

Núcleos Urbanos Romanos

Falamos muito dos núcleos urbanos do Império Romano dos quais, muitos continuaram até às urbes de hoje e não temos qualquer noção da dimensão dos mesmos e através dela uma ideia da população que nelas vivia.

Os arqueólogos estabeleceram como meio de comparação das urbes uma medição da área urbana que indica com bastante aproximação o nível populacional das mesmas e logo o seu poder económico à época.

Vamos utilizar a designação antiga seguida da designação actual e o valor da tal dita área urbana correspondente.

Resolvemos ordenar por ordem decrescente de valores:

Roma»»»» Roma»»»» 1324 ha
Emerita Augusta»»»» Mérida»»»» 68 ha
Italica »»»»Santiponce»»»» 60 ha
Pompeii»»»» Pompeia»»»» 60 ha
Hispalis»»»» Sevilha»»»» 55 ha
Balsa»»»» (Luz de Tavira)»»»» 47 ha
Olisipo»»»» Lisboa»»»» 26 ha
Conimbriga»»»» Condeixa-a-Velha »»»»24 ha
Onuba Estuaria»»»» Huelva»»»» 23 ha
Pax Julia»»»» Beja»»»» 23 ha
Ossonoba»»»» Faro»»»» 22 ha
Ebora»»»» Évora»»»» 12 ha
Baelo Claudia»»»» Bolónia»»»» 11 ha
Myrtilis»»»» Mértola»»»» 9 ha

Nota: Por o local de Balsa não estar ocupado por nenhuma localidade actual indicou-se, entre parentesis, o local da povoação mais próxima, por acaso a sede da feguesia onde se situam a maioria dos seus locais de antigamente.